Eu acho que tinha uns 10 anos quando comecei um processo intenso de encheção-de-saco do meu pai. Lotava o armário de cartas, choramingava, voltava sempre no mesmo assunto. Um nobre assunto, aliás: eu queria um cachorro. Aliás, eu precisava de um. Quando eu era bebê tivemos um pastor alemão lindo, mas ora, eu era bebê. Aí não conta.
Então que, já com 10 anos, eu sabia muita coisa da vida e queria um cachorro pra chamar de meu. Pra fazer que nem na propaganda e ir buscar o freesbe pra mim na praia. Era como se tivesse um buraquinho no formato de um cachorro aqui dentro e, poxa, meu pai precisava preencher aquilo. Desde pequena eu tenho essa coisa de me apegar numa vontade e nessa não foi diferente. Se minha mãe queria criar uma menina determinada, surpresa: criou um monstro.
Eis que o monstro convenceu a família. E em vez do cachorro, veio outro monstrinho: um poodle que não se deixava tocar, passear, conviver. Mordia todo mundo e trouxe uns anos tensos na nossa vida. Mas eu o amava, mesmo bravo. Mesmo sem buscar o freesbe na praia. E anos depois, veio a Meg. Uma cocker spaniel completamente doce. Ela tem 9 anos e está com a família até hoje. E isso é lindo, isso é fofo. Mas isso quer dizer que ela também está longe.
Eu não preciso repetir aqui quanto perrengue me causa a palavra LONGE. Mas o fato é que me causou, também, o retorno à dependência canina. Não sei se foi a necessidade de mais fofura na vida ou o velho sonho do freesbe na praia. Diagnosticada a cachorrite, tudo o que pude fazer foi dividi-la com o namorado/noivo/companheiro de lar. E, amigos, ele só ganhou essas três denominações fantásticas porque, entre outras coisas, ele também ama cachorros.
O resultado disso tudo?
Então que, já com 10 anos, eu sabia muita coisa da vida e queria um cachorro pra chamar de meu. Pra fazer que nem na propaganda e ir buscar o freesbe pra mim na praia. Era como se tivesse um buraquinho no formato de um cachorro aqui dentro e, poxa, meu pai precisava preencher aquilo. Desde pequena eu tenho essa coisa de me apegar numa vontade e nessa não foi diferente. Se minha mãe queria criar uma menina determinada, surpresa: criou um monstro.
Eis que o monstro convenceu a família. E em vez do cachorro, veio outro monstrinho: um poodle que não se deixava tocar, passear, conviver. Mordia todo mundo e trouxe uns anos tensos na nossa vida. Mas eu o amava, mesmo bravo. Mesmo sem buscar o freesbe na praia. E anos depois, veio a Meg. Uma cocker spaniel completamente doce. Ela tem 9 anos e está com a família até hoje. E isso é lindo, isso é fofo. Mas isso quer dizer que ela também está longe.
Eu não preciso repetir aqui quanto perrengue me causa a palavra LONGE. Mas o fato é que me causou, também, o retorno à dependência canina. Não sei se foi a necessidade de mais fofura na vida ou o velho sonho do freesbe na praia. Diagnosticada a cachorrite, tudo o que pude fazer foi dividi-la com o namorado/noivo/companheiro de lar. E, amigos, ele só ganhou essas três denominações fantásticas porque, entre outras coisas, ele também ama cachorros.
O resultado disso tudo?
O Jimmy é um Spitz Alemão (ou Lulu da Pomerânia) que já tem 4 meses de idade. É também o melhor presente de aniversário que eu já ganhei. Chegou lá em casa todo bebê, todo perdido e hoje já mudou nossa rotina completamente: de repente me vejo coletando jornal velho pela agência, cheia de pelos na calça, com marcas de mordida na mão, todos os chinelos destruídos... e feliz da vida por isso.
Desnecesário dizer que ele é a coisa mais linda do mundo. Ou falar do bem que faz encontrar essa coisinha em casa todo dia. É engraçado pensar em como o Jimmy trouxe pra mim e pro Di essa sensação de "família". É uma família nova, pequena, mas no fim do dia somos nós três nos cuidando, dividindo amor e crescendo juntos. Porque no fim das contas, no quesito família a gente também é filhote.
| mais fortinhos e queridos a cada dia! :) |
O Jimmy:
- Tem uma educação complexa. Sabe sentar, dar a pata e fazer necessidades no lugar. Ao mesmo tempo que rouba tudo que cair no chão, estraga o carpete e destrói sandálias-caras-favoritas.
- Tem um apreço maluco por entrar em buracos. Em baixo de armários, debaixo da cama, atrás do sofá. O que não quer dizer que ele saiba sair de lá depois.
- Uma vez compramos o CD "relaxing your dog", com músicas pra ele relaxar durante viagens de carro. 1 - ele vomitou; 2 - eu dormi como um bebê.
- Adora brincar com água. Bota o focinho no pote e faz bolhas. Em seguida, bota as patas. E obviamente sai molhando a casa inteira depois.
- Já passei 3 dias com uma marca vermelha no nariz. Morder o nariz de surpresa é o "bom dia" carinhoso dele.
- É irmão do Willy, outro Spitz lindo e "filho" de amigos nossos. O reencontro promete ser televisionado no quadro "de volta para minha terra".
Mas o melhor é que:
Ele não tem dia ruim. Não tem mau humor e nem faz ideia do que é maldade. Ele só tem amor pra entregar. Só isso. É como se ele simplesmente ignorasse as coisas chatas da vida e escolhesse viver só a parte boa. Todo cachorro é assim e isso me faz achar, de verdade, que um Lulu da Pomerânia tá aí sabendo da vida muito melhor do que eu. Ok, ele pode morder o tapete, destruir móveis e não obedecer comandos. Mas ele entende bem o que é que importa na vida. Ele sabe. E toda vez que eu abro a porta de casa voltando do trabalho ele me conta esse segredo. Ele pula no meu pé como se não me visse há mais de 10 anos. Ele tá pouco ligando se choveu, se a conta tá no vermelho, se o trabalho foi difícil ou se levou bronca de manhã. Naquela hora a gente representa tanto, e se faz tão bem, que nada mais importa. E aliás, alguma coisa além desse tipo de amor importa?
Além disso aqui, não. Nem o tal do freesbe.








