Essa história não é minha. Mas eu estive nela, então vou contar mesmo assim.
Introdução
Em setembro do ano passado, eu, a Nat (minha irmã), o Angelo (namorado dela) e a Lalá (bródar) resolvemos viajar. Passamos uns 20 dias na Europa. Se eu disser que foi incrível, tô sendo modesta. Foi, sem dúvidas, a melhor viagem que já fiz na vida até agora - e nem vai perder méritos quando vier outra incrível também.
Porque né, essas coisas marcam tanto.
Fato é que primeira cidade visitada na viagem foi Roma. Não sei se você já foi pra lá, mas se foi, sabe do que eu tô falando. Roma tira o ar. É a comida, o clima, o lugar. E os detalhes. Que, em Roma, são gigantes.
Pois bem. Segundo dia na cidade, cartão de memória já lotado de fotos, uma lagriminha deixada no Coliseu, outra na Fontana di Trevi… Daí que resolvemos visitar o Vaticano.
Eu nunca tive lá muita vontade louca de visitar o Vaticano. Quem me puxou de verdade foi a capela Sistina. Aquela. Eis que fui. E fiquei sem ar de novo.
Não vou tentar explicar muito, só vou dizer uma coisa: vá. Dê um jeito e vá. Um cara vendeu um rim por um iPad, você consegue ir pra lá com menos esforço.
A história
Dentro do Vaticano há coisas incríveis. A maior dela é a catedral St.Peters. É absurda de grande. Absurda de tudo.
Mas, além de absurda, é uma igreja. E, como em qualquer igreja, você precisa ter MODOS (leia-se: entrar com roupas decentes mesmo no verão).
Como quase ninguém usa roupas decentes no verão (decentes = calça e camiseta com mangas), os guardas da St. Peters doam uma espécie de capa para as mocinhas se cobrirem na entrada.
Então nos cobrimos, fizemos o passeio e resolvemos subir na cúpula da igreja. São 500 degraus + um elevador. Cansativo e caro (mas vale demais a pena).
Quando chegamos lá em cima foi só alívio. E desespero - de repente a Lalá percebeu que havia perdido a máquina fotográfica. Caros, perder a máquina fotográfica numa viagem dessas só significa uma coisa: SURTO.
E foi o que Lalá fez. Surtou. Enquanto surtava, desceu o elevador e os degraus para procurar a câmera, falar com os seguranças, fazer promessa no caminho…Lá em cima, 500 degraus acima do chão, nós esperávamos, aflitos.
Eis que, durante a espera, achamos a máquina dela na bolsa! Festa! Vamos descer e avisar. Angelo desceu, com a máquina na mão, e foi procurar a Lalá.
E foi isso que ele achou:
Lalá e um dos seguranças, ambos chorando. Enquanto Lalá explicava, soluçando, que havia perdido “all the photos from the trip”, o guarda olhava para os lados, desesperado, e chorava também.
Percebam a atitude do cara. Ele passava o dia entregando capas e olhando milhões de turistas. Tendo contato com gente que não importaria nada pra ele. Bastou ouvir a história de um pra se sensibilizar, e chorar junto.
Quando os dois viram a câmera, comemoraram. Um nunca tinha visto o outro, nem se veriam mais. Mas isso muda alguma coisa?
Pra gente mudou ♥
Introdução
Em setembro do ano passado, eu, a Nat (minha irmã), o Angelo (namorado dela) e a Lalá (bródar) resolvemos viajar. Passamos uns 20 dias na Europa. Se eu disser que foi incrível, tô sendo modesta. Foi, sem dúvidas, a melhor viagem que já fiz na vida até agora - e nem vai perder méritos quando vier outra incrível também.
Porque né, essas coisas marcam tanto.
Fato é que primeira cidade visitada na viagem foi Roma. Não sei se você já foi pra lá, mas se foi, sabe do que eu tô falando. Roma tira o ar. É a comida, o clima, o lugar. E os detalhes. Que, em Roma, são gigantes.
Pois bem. Segundo dia na cidade, cartão de memória já lotado de fotos, uma lagriminha deixada no Coliseu, outra na Fontana di Trevi… Daí que resolvemos visitar o Vaticano.
Eu nunca tive lá muita vontade louca de visitar o Vaticano. Quem me puxou de verdade foi a capela Sistina. Aquela. Eis que fui. E fiquei sem ar de novo.
Não vou tentar explicar muito, só vou dizer uma coisa: vá. Dê um jeito e vá. Um cara vendeu um rim por um iPad, você consegue ir pra lá com menos esforço.
A história
Dentro do Vaticano há coisas incríveis. A maior dela é a catedral St.Peters. É absurda de grande. Absurda de tudo.
Mas, além de absurda, é uma igreja. E, como em qualquer igreja, você precisa ter MODOS (leia-se: entrar com roupas decentes mesmo no verão).
Como quase ninguém usa roupas decentes no verão (decentes = calça e camiseta com mangas), os guardas da St. Peters doam uma espécie de capa para as mocinhas se cobrirem na entrada.
Então nos cobrimos, fizemos o passeio e resolvemos subir na cúpula da igreja. São 500 degraus + um elevador. Cansativo e caro (mas vale demais a pena).
Quando chegamos lá em cima foi só alívio. E desespero - de repente a Lalá percebeu que havia perdido a máquina fotográfica. Caros, perder a máquina fotográfica numa viagem dessas só significa uma coisa: SURTO.
E foi o que Lalá fez. Surtou. Enquanto surtava, desceu o elevador e os degraus para procurar a câmera, falar com os seguranças, fazer promessa no caminho…Lá em cima, 500 degraus acima do chão, nós esperávamos, aflitos.
Eis que, durante a espera, achamos a máquina dela na bolsa! Festa! Vamos descer e avisar. Angelo desceu, com a máquina na mão, e foi procurar a Lalá.
E foi isso que ele achou:
Lalá e um dos seguranças, ambos chorando. Enquanto Lalá explicava, soluçando, que havia perdido “all the photos from the trip”, o guarda olhava para os lados, desesperado, e chorava também.
Percebam a atitude do cara. Ele passava o dia entregando capas e olhando milhões de turistas. Tendo contato com gente que não importaria nada pra ele. Bastou ouvir a história de um pra se sensibilizar, e chorar junto.
Quando os dois viram a câmera, comemoraram. Um nunca tinha visto o outro, nem se veriam mais. Mas isso muda alguma coisa?
Pra gente mudou ♥
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