Ponte.

terça-feira, 28 de abril de 2009 |

Mais do que politico em época de eleição, eu ando falando em construir uma ponte. Pontes ligam um lado que precisa alcançar o outro, então a minha não será diferente. Pontes conseguem unir grandes distâncias, então a minha cumprirá o propósito.

Uma ponte. Quero uma simples, onde passem de carros a histórias inteiras. Que facilite o percurso de alguns planos que vierem. Que passe por cima de tudo, traga o outro lado para perto e simplesmente....ligue.


Que ligue a última vez que eu vi meu reflexo no teu olho a esse reflexo tão sozinho que ando vendo no espelho. Que ligue o som da nossa risada a cada coisa triste que eu fizer com os meus dias. 


Nós somos feitos de planos, mas quem disse que isso facilitaria a prática? Pois assista à sua Dorothy virar o leão covarde. Veja de perto aquela maturidade bem ensaiada perder para uma insegurança desafinada. Enquanto isso eu estarei aqui, vendo você sumir naquela terra que eu me orgulhava por chamar de minha. E que hoje, como uma amiga irônica e infiel, te abraça muito mais forte do que eu.


Mas antes que eu fraqueje mais uma vez, acredite nessa ponte. Ligue os pontos. Tão simples quanto unir A mais B é ver que o meu traçado aqui não tem falhas. Continua decidido e sempre na sua direção. E, bom, talvez eu realmente seja fraca. Talvez a saudade me faça fraca. Mas desde que você mudou a minha realidade, eu aprendi a decidir o que é real. E ter você tão longe só pode ser uma mentira.


"Se alguma coisa pode dar certo, por que iria dar errado?" Apenas uma frase e Murphy vai para o banco de reservas. Dá lugar a um jogador um pouco mais experiente, que já caiu, foi suspenso, mas nunca parou de jogar. Corações podem até não ser muito racionais e fraquejar nas horas mais importantes. Mas se é por você, o meu nunca desiste.


Me espera.




afetadinhos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009 |



Já é bastante sabido do quanto as crianças podem ser bastante cruéis, talvez por terem esse dispositivo da extra-sinceridade embutido em seus corpinhos que a todos enganam (ou os adultos é que são cruéis por serem mentirosos?).
De qualquer forma, tamanha vontade mirim de dizer a verdade pode muito bem resultar em traumas, que seguirão algum pobre cidadão por toda a sua existência. Se há quem diga que tudo o que acontece até os 5 anos de idade pode influenciar de vez a personalidade de alguém, então temos que prestar mais atenção ao poder dos capetinhas de meio metro escondidos nessas carinhas pueris. Chinelo na mão, gente!


Por outro lado, isso explica muita coisa. O tanto de gente afetada que existe por aí com certeza é resultante de maus-tratos por coleguinhas na fase pré-escolar. A gente não percebe, nem dá o devido valor, mas com certeza a gente lembra. Lembra? Na maior das ingenuidades, eles destacavam tamanhos de nariz, peso, o formato do cabelo ou simplesmente te davam algum apelido maluco e comprometiam anos de autoconfiança e relacionamento interpessoal.

Foi dessa doce maneira que, no terror da infância, minha sobrancelhas circunflexas me renderam o adorável apelido de morcego. Sim, um morcego. Não adiantava ter bochechas grandes, cara de bolacha ou cabelo revolto: eles só notaram as sobrancelhas. Também não havia uma foto sequer da Angelina Jolie para eu mostrar e dizer que SIM, as sobrancelhas triangulares têm o seu valor! Enfim, não existia piedade. A única coisa que me aliviava (olha que horror) era saber que eu dividia o hall da fama com colegas apelidados de macaca, pão-com-banha, minhoca e por aí vai. Foi assim que aprendi que sim, tudo pode ficar pior.

Pode parecer bobo, mas ai, machucou. Ouvir Bruno César, meu objeto de afeição mirim, dizer quem "quem gosta de morcego é o Batman", por exemplo, me fez querer chupar o sangue dele. Fora que rendeu experimentos bizarros com minha sobrancelha, que já teve forma de arco, flecha, risco e toda uma infinidade de crimes estéticos. Pra resumir: foi uma bela preparação à adolescência, quando, obviamente, tudo ficou bem pior.

Hoje, se me perguntarem (ninguém perguntou), eu diria que as sobrancelhas são uma das coisas que eu mais gosto nessa cara de almofada que a mim pertence. Além de serem bastante versáteis, nem são tão triangulares assim (toma, Bruno!) e rendem olhares estratégicos na hora do chega-mais (ou na hora do passa-outro-dia). Amor próprio também é amor à sobrancelha, gente!

Coisa desse tipo há quem leve longos anos para aprender - ou está até hoje querendo se vingar do nada e buscando auto-afirmação com o boçal papel do "eu sou fodão" (e isso aí tem de sobra). Michocas, macacas e pães-com-banha do mundo:
superem-se. Já que é tão difícil esquecer a infância, por que ainda jogar nas regras dela?

Digo tudo isso e saio com meu olhar de Batman jurando que tô muito superada. Quem vê pensa.



Não clique aqui.

segunda-feira, 13 de abril de 2009 |


Esses dias eu estava aí, numa dessas tardes ociosas, odiando a minha vida de nerd e questionando esse mundo mágico das celebridades internéticas, em que todo mundo é tão fodão e inteligente. Mais: eu questionava a própria Internet, que entre facilidades e desgraças, já faz parte da vida de tantos (eu, inclusive), como um braço ou qualquer outra parte importante do corpo. Tá offline, dói o coração.

Pois bem, enquanto muitos utilizam esses preciosos minutos de sabedoria para matutar formas de ganhar dinheiro, eu só pensava na real questão maléfica da bendita. Não que eu seja um exemplo de segurança na rede, já que tô sempre expondo por aí uma centena de fotos piriguetes ou contando coisas que não devia. Fato é que eu havia recebido um vídeo pornô caseiro (vulgo sextape) de uma conhecida de tempos atrás, cujo ex-namorado por algum motivo ficou emputecido, chutou o balde e enviou para o mundo em sinal de vingança.

É clássico. Não vou entrar nos méritos e capacidades intelectuais da garota, já que, como diria Fagner, "no fogo ingênuo da paixão são tantas ilusões"! Também não vou discutir o caráter do cidadão, visto que de lobos vestidos de cordeiro a fazenda aqui tá cheia - e nunca dá para prever uma puxada de tapete nessas proporções. Meu medo é: chegou perto. Se antes era curioso ver o caso de algum "fulaninho de Massachussets" que fez isso com a ex, agora dá medo por ver que o caUso tá acontecendo com gente conhecida, parente de fulano, enfim: tá virando moda.

Enquanto a preocupação com a terra-de-ninguém seguia, continuei vivendo minha semana entre-freelas no estilo @vitorfasano: sol, praia, livros.. só faltava o deck de madeira. Mas minha tranquilidade levou uma rasteira bonita (é, a realidade sempre vem) quando, na hora de pagar a conta de um boteco numa sexta-feira, veio o aviso fatal: "transação não autorizada". Mas péra lá, eu tinha dinheiro. Tudo bem que economia e Milena não coexistem bem na mesma frase, mas eu tinha.

Tinha. Foi só voltar pra casa e ligar o computador para ver que meu rico dinheirinho havia sido levado pra longe, por não sei quem. A pessoa ainda fez o favor de me deixar em débito, mas com nervosismo sobrando. Tal qual um fim de relacionamento, a reação veio em etapas: incredulidade, raiva, desespero, aceitação e... só faltava o dinheiro de volta. Depois de danos babacas como "roubaram o meu texto" ou "roubaram minhas fotos", agora eu realmente havia sido roubada pela internet. Tive o dinheiro restituído pelo banco, me acalmei aos poucos e o medo continua: a danada tá mesmo perigosa.

Online ou offline, o caráter das pessoas continua o mesmo. Ou seja: pra quem quer fazer maldade, mudam os meios, mas não os fins. Assim como levar a bolsa na frente e evitar andar em ruas escuras, um espaço em que nem a cara do bandido a gente vê tende a ser mais perigoso ainda. Principalmente quando você precisa andar por ele. Como agora, que estou indo trabalhar - e pela internet.
O lado bom ainda compensa o clique. Mas pense bem antes de clicar.

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Gravataí Merengue e as 10 + da Blogosfera brasileira.

E por falar na bendita internê, eis que surge essa lista das 10 blogueiras mais formosas desse nosso Brasil. A moçoila que vos fala teve a felicidade de figurar com todo o seu narcisimo ao lado de muita mulher bonita e com conteúdo. Tenho certeza que muitas moças merecedoras ficaram de fora, tanto porque esse mar da internet é mais fundo do que se pensa. Mas é bom ver a mulherada representando bonito. Gostei.