Depois de 24 anos de convivência, era de se esperar que o clima ficasse mesmo tenso depois que a mala de viagem passou a ser usada com certa frequência.
E ficou. Porque convenhamos, no começo foram visitas esporádicas, um evento aqui, outro lá. Depois surgiu o freela de dois meses, que trouxe saudade e certo medo do futuro. Daí pra frente a coisa foi mudando. namorado foi mudando. Quando a gente viu, eu também já tinha data pra mudar pra São Paulo – e dessa vez, pra ir de vez.
Se eu nascesse em uma ninhada de tartarugas eu não ligaria. Se fosse um filhote de leão, não daria a mínima. Mas sendo humana e RAINHA DO DRAMA que sou, estou há meses digerindo essa história de sair de casa. De morar a muitos estados de distância. De depender do telefone pra ter contato com gente que, pela minha vida toda, esteve sob o mesmo teto que eu.
E vou te dizer, sou muito dependente. Tenho uma relação muito próxima com os meus pais e com a risada cura-tudo da minha mãe. Acho lindo quem tem a família como base. Mas pra mim, família também fica no topo. E por mais bonitas e dignas de comercial de margarina que essas idéias pareçam, em horas como essas é que a margarina azeda.
Pois lá vai ela morar com o namorado. Abandonar seu quarto bagunçado e ligar pra mãe pra saber como se faz arroz. Pra saber como se faz pra lavar cortinas. Saber como se faz pra crescer nesse mundo maluco.
Vinte e quatro anos na cara e cá estou eu precisando de colo. Um colo onde meu tamanho já não cabe, nem o das minhas ambições. Colinho que também ofereço pra quem, de repente, vê aquelas antigas perninas gordinhas andando para uma direção contrária à de casa.
E tudo pode ser mesmo contrário, menos o amor que tenho por eles. Um amor que, de tão grande, passou a ser interestadual. E que vai fazer cada um deles se mudar junto comigo. Rumos são só rumos. Ter uma família pra voltar é o que me faz ir. Sem nunca sair dela.
Se eu nascesse em uma ninhada de tartarugas eu não ligaria. Se fosse um filhote de leão, não daria a mínima. Mas sendo humana e RAINHA DO DRAMA que sou, estou há meses digerindo essa história de sair de casa. De morar a muitos estados de distância. De depender do telefone pra ter contato com gente que, pela minha vida toda, esteve sob o mesmo teto que eu.
E vou te dizer, sou muito dependente. Tenho uma relação muito próxima com os meus pais e com a risada cura-tudo da minha mãe. Acho lindo quem tem a família como base. Mas pra mim, família também fica no topo. E por mais bonitas e dignas de comercial de margarina que essas idéias pareçam, em horas como essas é que a margarina azeda.
Pois lá vai ela morar com o namorado. Abandonar seu quarto bagunçado e ligar pra mãe pra saber como se faz arroz. Pra saber como se faz pra lavar cortinas. Saber como se faz pra crescer nesse mundo maluco.
Vinte e quatro anos na cara e cá estou eu precisando de colo. Um colo onde meu tamanho já não cabe, nem o das minhas ambições. Colinho que também ofereço pra quem, de repente, vê aquelas antigas perninas gordinhas andando para uma direção contrária à de casa.
E tudo pode ser mesmo contrário, menos o amor que tenho por eles. Um amor que, de tão grande, passou a ser interestadual. E que vai fazer cada um deles se mudar junto comigo. Rumos são só rumos. Ter uma família pra voltar é o que me faz ir. Sem nunca sair dela.
8 comentários:
Estes namorados... Eu fiz exatamente a mesma coisa com a minha namorada, e ela tem a mesma idade que a sua. Estes namorados...
Ah, sou doida pra ter meu cantinho, sair de casa.
Mas lendo o q vc escreveu tive a impressão de q vou me sentir assim.
Pq eu tb sou mto dependente.
Acho q vou ficar meio sem chão, principalmente em relação às tarefas de casa, não vou saber uma porção de coisas...
Mas acho q com o tempo vc se acostuma e não vai ser tão difícil assim...
De todo modo, felicidades nessa nova fase!!!
Bjos
Compromisso nunca foi o seu problema. Você tem muita chance de fazer isso funcionar melhor do que muitas pessoas mais velhas que você.
Boa sorte e felicidades!
Adoro o jeito que vc escreve! e escreve mto bem! SEmpre achei que tudo o q eu keria na vida oooh) era sair de casa, mas vc me fez refletir!!
thanks
Laiara
Eu sou toda coração. Amo minha família e ela também ocupa meu topo. Mas moro longe dos meus pais há mais de 6 anos, sei a falta que sinto. Namoro há quase 4 anos, mas planos de casamento só p'ra 2015 (Deus proverá!). Na verdade, não sei como será se eu arrumar um cantinho enão querer dividi-lo. Acho que é cedo demais, ainda me vejo com algumas coisas daquela adolescente que chorou no primeiro dia aula quando a mãe deu as costas.
Bah, que lindo! Sucinto e lindo. Expressou bem a relação que tenho com a minha família também: não é só base, é topo, está acima de muita coisa e o amor pela vida familiar é tão grande que nos faz pensar três, quatro, cinco vezes antes de tomar uma decisão como essa que estás tomando. Mas o bom é que, como você disse, saber que eles estão ali, firmes, fortes e unidos, te dá forças para seguir seu caminho, mesmo que seja longe deles. Imagino o quanto de lágrimas rolaram pela sua face e o quanto de dúvidas encheram sua cabeça... Comigo também foi assim, mesmo indo morar a poucas horas de distância. Desejo tudo de bom na sua nova morada e na sua nova cidade. Você merece!
beijão
Lindo, lindo, lindo.. Eu só saio de casa se for casada!
Não sei viver sem alguém (mãe) me instruindo!
Sou muito carente.
Uma vez minha mãe viajou quendo eu tinha 17 anos, foi HORIVEL, chorei os 30 dias.. Imagina quando eu sair de casa?!
Adoro seus posts! bju
Esse texto sempre me emociona!
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