Mãe, tô na TV!

E não é que o vídeo da entrevista veio logo? O Lóssio deu aquela ajuda e pronto: taí, as quatro partes da entrevista no Falando, da TvCom (canal 36), na última quarta-feira.

Basicamente, a entrevista incluiu 4 mulheres blogueiras catarinenses. Mulherada firme e forte que gosta de se expressar e encontrou no blog a ferramenta perfeita pra isso. E na roda teve blog pessoal, blog de negócios e até de utilidade pública. Experiência das boas.


1ª Parte:



2ª Parte:





3ª Parte:




4ª Parte:



MUITA ressaca e voz de criança! Gente, quanta injustiça da vida. Pelo menos o momento compensou, né não?

Vamos aos blogs e às donas:

Carmem Fuhrmann - www.nossointerior.blogspot.com
Thatiana Maduell - www.clickrbs.com.br/canaldoconsumidor
Ana Scherer - www.nrgcoaching.net


Adorei mesmo.
Quanto aos textos, eu sei que andam sumidos. Ando escrevendo bastante e mudando de vida ao mesmo tempo. Coisa tão boa! Volto djá.


Avisos da paróquia.



Vim aqui avisar minha nobre meia dúzia de leitores sobre uma notícia bem bacana:

Hoje, quarta-feira, às 17h,
estarei no programa FALANDO, da TVCom, em uma entrevista com blogueiras catarinenses.

Isso tudo é muito legal por uma série de motivos. Dessa vez, principalmente, por incluir outras blogueiras catarinenses no contexto. É interessante ver a "cena blogueira" daqui do Sul mostrando a sua cara. E sem dúvidas, esse é um grande incentivo.

Quem quiser, pode assistir ao vivo o programa aqui nesse link (é só clicar em "assistir ao vivo"):

Já estive em outros programas da TVCom este ano. Em fevereiro, fui entrevistada no Estúdio 36 (em todo esse tempo ainda não consegui converter o arquivo pra pôr no Youtube); e em setembro, a entrevista foi no Na Pilha (ainda não comprei o arquivo). Sempre falando de blogs, Internet e essas maneiras interessantes de disseminar conteúdo pessoal.
Nesse meio tempo, também participei do Patrola, da RBS. Esse, quem não viu, pode ver aqui.

Enfim, pra mim vale muito mais do que o simples "apareci na TV". É também um reconhecimento e uma forma bacana de divulgar meu trabalho, que com certeza ainda tem muito pra crescer. De qualquer maneira, é sempre bom saber que estamos no caminho certo.

Enjôo



Às vezes me pergunto o porquê de se pagar psicólogos quando temos aí o bom e velho ponto de ônibus. Talvez seja ignorância minha fazer uma comparação tão duvidosa, mas é geralmente isso o que me vem à cabeça nessas manhãs de dias de semana. Basta que eu me posicione calmamente para esperar minha condução que é batata: surge alguma senhorinha querendo conversar.

Na maioria das vezes, acho ótimo. Ouvindo problemas alheios, o tempo passa mais rápido – e, os meus parecem menores – sem contar que, por alguns segundos, me divirto com a idéia de virar uma espécie de “ponto aconselhador” no meio da rua, escolhido para agüentar ouvir e opinar sobre dramas de doenças, filhos distantes, tarifas abusivas e “esse tempo louco”.

Pois bem. A última que me abordou vinha com uma doença complicada, um tal de refluxo – aliás, um "belo" assunto para a manhã. Tudo o que ela comia voltava, aquele horror. Depois de me encher de detalhes que não cairiam bem em nenhum horário (e nem no estômago da própria), vim pelo resto do percurso confabulando sobre o drama do bate-volta.

E descobri que eu também o tenho. Não raro, também engulo coisas que cismam em não permanecer no estômago. Coisas que o meu corpo rejeita, que passaram da validade, detalhes impossíveis de serem digeridos, mas que mantenho por pura teimosia e conformismo. Não demora muito e lá estou eu, na mais normal das situações, sentindo gosto de bile. Ele vem aos poucos, dando pequenos sinais. Vem sujo, me incomodando, me tirarando todas as forças. E eu sofro, reluto, tento até o final e me rendo: coloco pra fora. Mando embora o corpo estranho, a dor insistente, o amor doentio - aquilo que a minha fome jurava que eu precisava, mas que meu corpo insistia em ficar sem.

O problema da vida é que a gente insiste em teorizar. A gente tenta pegar nossos dias e enfiar num roteiro triunfante de novela. Tudo tem que ter sentido, todas as histórias um final feliz. Todo amor deve ser perfeito enquando dure, toda amizade uma prova de lealdade. E no meio de tanta perfeição planejada, de repente você sente. Você pára e percebe. No meio do teu conto de fadas, algo te fez preferir a bruxa. No meio do fluxo da estrada, de repente parece certa a contra-mão. E você conhece essa vontade, você sabe o que ela faz. Ela vem suja, incomodando, te tirando todas as forças. E você sofre, reluta, tenta até o final....até que se rende e a coloca pra fora.

Se liberta. Tira de você as teorias e tudo aquilo que os outros esperam. Tira a boa vontade, a maquiagem e a fantasia daquela menina que dança conforme a música. Lembra que do torto, alguém escreveu linhas certas. E manda a dor embora. Se um corpo faz isso espontaneamente, não faz sentido esperar para fazer também. Mas uma hora o ônibus vem, a teoria acaba. E a ação começa.

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Filho de peixe nem sempre é.

Imagina o quanto deve ser interessante nascer filha de alguém famoso como a Xuxa. Se no teu plano de vida estiver incluso o estrelato, podemos considerar o caminho feito - com as facilidades já alcançadas pela mãe (ou pai), conseguir a atenção dos holofotes será moleza (Sasha que o diga!). Por outro lado, toda essa "hereditariedade artística" pode se tornar um karma, ofuscando seu verdadeiro talento com julgamentos de nepotismo (vide Maria Rita, acusada no início de "copiar a mãe").
Isso sem contar que às vezes o rebento pode insistir em procurar a sua veia artística, e tudo o que encontra é um fracasso aclamado em público. Talento é uma coisa que nem sempre se herda.
Olha, sinceramente, pra mim vale mais ser filha da Ana Amélia e permanecer feliz (e sem cobranças públicas) no anonimato. Mas se você pensa diferente, vai lá na Snackzine e confere essa discussão, que tá bem boa.