Você era sol e eu queria luz. Era chuva e eu precisava de água. Éramos começo, novidade. O primeiro doce do pacote, a primeira mordida de uma boca com fome. E eu era faminta. Saboreava a vida como um tempero exótico. Eu era a cega que voltava a ver, e você era a primeira tonalidade. Enfim, éramos um doce. Um doce problema. Porque o problema de toda novidade é que o novo tem validade.
Curta. Não importa o quanto o sentimento seja legítimo: se é novo, uma hora fica velho. Com o tempo, cria artrites, os ossos enfraquecem, e como nas pessoas, o coração falha. Às vezes entope, às vezes corre. Mas tem vezes que pára. Hoje eu quis entender porque é que o meu desacelerou. Se era antes capaz de parar o tempo, decretar a paz e jurar estabilidade, hoje negou a si mesmo. Não porque era superficial, nem porque não aguentou o tranco. Sinceramente, eu nem sei bem o por quê. Só sei que hoje eu quis um pouco mais de mim e um pouco menos de você.
Não sei se chamo isso de fracasso, vulnerabilidade ou se é só uma lição pra me fazer te dar valor quando tudo não parecer mais tão seguro. Sou vulnerável às mudanças do tempo e não tenho imunidade contra o desinteresse. Ninguém tem. Ninguém que teve um brinquedo, uma música favorita ou um sentimento extraordinário saberia eternizar o impulso do início. A insatisfação, muitas vezes, é o que faz as coisas andarem. E desta vez, ela me faz andar para um lado contrário ao teu.
Por mais que a contraditória aqui seja eu. Ou que as palavras tão firmes de antes hoje pareçam poeira. Se até a dona natureza, que é sábia, tem mudanças de estações, eu - que sei tão pouco de tudo - acho que também posso ter. E posso criar meu próprio tsunami se bem entender. Correndo o risco sim, de parecer volúvel. Mas nunca me entregando à mediocridade que é viver com um coração resignado. Ou de oferecer amor em um tom apagado. Se é vida o que você me propõe, considere a missão cumprida. Quanto mais inexplicável tudo parece, mais eu me sinto viva.
p.s.: o texto é meramente ilustrativo, minha gente.
---------------------------------------------------------
Nokiatrends e os blogueiros em Floripa!
No dia 18, último sábado, alguns blogueiros aqui da Ilha (incluindo a moça que vos fala) foram convidados para o Nokia Mob Jam, evento que esquenta o pessoal pro Nokia Trends, que já aconteceu em SP e no RJ. Foi no Confraria das Artes, foi espetacular e... eu não fui. No auge da minha impossibilidade, não fui. Claro que me mordo até agora por isso. Mas não deixo de adorar o convite e a iniciativa de valorizar os blogueiros daqui. O Loch do CCP foi e pode contar melhor. Abraço pro Tonobohn e pra galera da Riot, pessoal que fez o convite. Quando a festa acontecer aí na sua cidade, grite bem alto: "Eu não sou como a Milena!" e vá, mesmo que seja tão impossível quanto foi pra mim.
Nokiatrends e os blogueiros em Floripa!No dia 18, último sábado, alguns blogueiros aqui da Ilha (incluindo a moça que vos fala) foram convidados para o Nokia Mob Jam, evento que esquenta o pessoal pro Nokia Trends, que já aconteceu em SP e no RJ. Foi no Confraria das Artes, foi espetacular e... eu não fui. No auge da minha impossibilidade, não fui. Claro que me mordo até agora por isso. Mas não deixo de adorar o convite e a iniciativa de valorizar os blogueiros daqui. O Loch do CCP foi e pode contar melhor. Abraço pro Tonobohn e pra galera da Riot, pessoal que fez o convite. Quando a festa acontecer aí na sua cidade, grite bem alto: "Eu não sou como a Milena!" e vá, mesmo que seja tão impossível quanto foi pra mim.














