De apendicites a paixonites



Antes de seguir a vida de louros da Publicidade, logicamente que eu, como toda mortal, também já fui estagiária. De agência e de outras coisas. O interessante é que hoje muitas empresas oferecem estágios bastante curiosos, para todo tipo de cargo. Por exemplo, já fiz o enriquecedor estágio de Recepcionista. Fico imaginando quanto tempo leva para que se aprenda a ampla arte de atender telefone e anotar recados. Infelizmente, não continuei pelo tempo necessário para me tornar uma verdadeira profissional de recepções. Isso porque logo fui chamada para outro estágio, um ainda mais desafiador... retocadora de fotos!


Basicamente eu trabalharia para um fotógrafo especialista em noivas, casamentos e modeletes. Em suma, mulheres felizes. E o trabalho era simples: tirar rugas da noiva, diminuir o braço da madrinha, enfim, usar o photoshop para dar às modelos a impressão de que realmente vieram perfeitas ao mundo. Cá pra nós: adorei! Duvido que alguém não goste assim de brincar de Deus. Porém, enquanto eu me divertia com o poder de deixar tudo mais bonito, logo fui percebendo que só sendo realmente santo pra manter essas mulheres contentes.


Primeiro teve a noiva da pá virada que se empipocava toda quando ficava nervosa. Resultado: 253 fotos de sarampo no altar para corrigir. Depois, veio aquele casal que resolveu fazer sessão com seu cachorro peludo. Rolaram na areia da praia, se abraçaram e dá-lhe Milena limpando três quilos de pêlos nas fotos. Mas o caso mais tocante – ou retocante (!) - para mim foi a tal da modelo com cicatriz de apendicite.


Sou muito profissional, sabe. Do tipo que vê cicatrizes de apendicite na foto e pronto, já apaga. Nada contra o gênero, mas era de praxe. E eu ia adivinhar que a menina tinha paixão pela marquinha? Apareceu lá, aos berros, perguntando quem tinha alterado sua natureza divina. Ok, moça, fui eu. Não gostei de refazer o trabalho, mas entendi o motivo. Ela tinha orgulho da cicatriz.


E quem não tem? O ex soldado de guerra tem. O coração curado, também. Cicatriz é tatuagem sem tinta, é sua história, e por pior que seja, representa superação. Algo como:”Tá aqui, machucou, doeu, mas tô nova”. Marcada, porque tudo nessa vida marca. De apendicites a paixonites. De queimadura de panela a coração congelado. De estágios nonsense a empregos escravizantes. Só tem cicatriz quem sobreviveu. No final das contas, a menina estava completamente certa. De certas cicatrizes a gente se orgulha. Outras, nem photoshop pra apagar.


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:: Perdoem a blogueira relapsa. Ando trabalhando mais do que diabo em dia santo, então já viu, né? Vou tentar atualizar mais vezes, se a pauta da semana assim permitir...


:: Adorei a participação do pessoal nos comentários do último post. Estou respondendo tudo! É muito bom sentir que não estou falando com as paredes. Mas melhor que isso é ter contato com outras percepções. Portanto, pitaco no blog!




Cai, cai balão


Festa Junina de 1993. Toda a escola estava arrumada. Milhões de bandeirinhas preparadas pelos alunos voavam em cordões presos no muro. Era manhã e eu estava em casa, agoniada por usar aquela meia calça que me pinicava a perna. Meu vestido era uma graça: azul com flores brancas, tão jeca quanto precisava ser. Enquanto minha mãe fazia malabarismos pra prender fitas no meu cabelo, eu me contorcia por dentro, pensando no meu parzinho. Finalmente, o dia do meu primeiro encontro com um garoto! E eu ia vestida de quê? De caipira. Sensacional.

Na época, quem acendia a fogueira do meu coração era um menino meio magrelinho, aspirante a jogador de futebol. Inteligentíssimo, o tal de Bruno César dedicou uma manhã inteira para ensinar a coleguinha aqui a fazer conta de dividir. Pronto, me apaixonei na hora. Acho que vem daí minha capacidade de me apaixonar por seres inanimados, mas voltemos à quadrilha.

Depois de experimentar a costumeira frustração de não ser convidada por absolutamente NINGUÉM para dançar, resolvi eu mesma arranjar um par. Acontece que naquela época, a festa junina era pretexto para bracinhos na cintura, mãozinha com mãozinha, toda uma pegação-mirim na trilha da sanfona. Portanto, não raro, um convite significava que alguém queria algo mais do que um dois pra lá, dois pra cá com você.

Assim, lá fui eu convidar o Bruno César, na cara e na coragem. Cheia de determinação da mulher moderna, fui curta e grossa e.... ouvi um “sim”! Por São João, só faltava levar um fora no auge dos meus 9 anos.

O bom da festa junina nem era a própria festa. Eram os seus preparativos, que envolviam todos na venda de rifas, fabricação de cartazes e claro, nos ensaios. E aí que estava o grande motivo disso tudo. Por uma semana inteira, lá estávamos eu, Bruno e uma cambada de pirralhos fazendo o caracol ao som de “pula fogueira iáiá”. Mal sabia a professora, mas meu coração pulava junto.

Era sábado e as fitas azuis ficaram bem bonitas no meu cabelo. Cinco pintas feitas com lápis preto em cada bochecha minha e pronto: me sentia a jeca mais linda do mundo. Muito capaz de conquistar qualquer um da roça, fui à procura do meu dedicado par. No meio da música,uma voz anunciava 5 minutos para a nossa dança. E cadê aquele moleque?

Naquela época eu deveria saber que Murphy tá pouco se lixando pra sua idade ou pro tanto que você aguenta sua meia calça pinicando. O caracol já estava se desfazendo, cavaleiro cumprimenta dama, e lá vinha ele: o desconhecido desengonçado que me arranjaram 2 segundos antes de começar a dança, só pra caipirinha azul não ficar de fora. É, meus amigos, Bruno César não veio.

Saí com cara de bunda em todas as fotos. A droga do meu par, além de não aparecer, não chegou nem a pedir desculpas. Ou seja, levou o negócio de caipira ao pé da letra e resolveu agir como um. Mal sabia eu que era completamente típico da raça. Precavida como sou, abandonei os bailes interioranos. E a merda da conta de dividir, também.


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Este texto aí eu tirei do Maisumblogdamika. Escrevi ano passado, e eu gosto bastante dele, por isso (e pra combinar com o clima sanfoneiro de junho) coloquei de novo aqui. Ele conta sobre minha primeira desilusão amorosa, duplamente traumática devido ao figurino.
E a sua
primeira, como é que foi?


O meu degrau

Todo mundo tem um lugar especial pra chorar as pitangas. Sabe aquele cantinho seu, que te acolhe quando a coisa fica preta e te entende mais do que um amigo palpiteiro? Então. Normalmente é escondido, quentinho. Mas pode ser num banheiro frio, para chorar com a cabeça enfiada entre os joelhos. Também tem a clássica cama quente, para praguejar debaixo do lençol. Ou, dependendo da urgência, serve até banco de rua, porque problema é como o meu ônibus: não tem hora pra aparecer. Enfim, todo mundo elege um pedaço do mundo pra fazer de esconderijo. E de todas as opções possíveis na minha infância, eu elegi um degrau.

Era o segundo degrau de uma escada comprida, na casa em que eu morava em São Paulo. A cada bronca da dona Ana, olhar torto do seu Boni ou tragédia no programa da Xuxa, lá ia eu correndo pro meu degrauzinho. Sentava lá, toda miúda, tentando entender porque é que às vezes o mundo ficava tão chato. Pensava alto, chorava, deixava o drama corroer esse coraçãozinho pueril. Ali sozinha, de um jeito ou de outro, as coisas se acalmavam. Porque criança também tem problemas dificílimos, sim senhor! Assim como têm o incrível dom de se deixar distrair. E distração é a última coisa que um problema quer.


Uns tantos anos depois, as coisas aumentaram de tamanho. Minhas pernas - e os problemas - principalmente. Assim, ambos ultrapassaram a largura daquele pequeno degrau. Nem eu, nem meus dramas, cabíamos mais lá. Fora que, tão próximo assim da sala, alguém poderia me ver num chororô ridículo no meio da tarde. E, claro, adultos não choram – ou fingem que não. Vivem tentando esconder, pra não ter que dar explicações, não parecerem fracos, nem escancarar pros outros que a vida tá assim difícil. Ou para não assumirem para si mesmos que sim, a vida de repente ficou bem difícil.


E, assim como a questão de Física no vestibular, ela segue se dificultando. Não importa tua quantidade de casas nas Bahamas, Murphy diz que algo ainda te fará querer derrubar uns baldes. Ou fugir. Ou gritar. Eu, que não tenho casas nem na favela da Rocinha, sou vítima assídua de tais sensações. E fujo, grito e choro ali, no meu pobre travesseiro. Um saco de pancadas presente, fiel e que ainda me bota pra dormir no fim da terapia. Mesmo com o glamour de uma posterior cara amassada, ele agüenta meu pior berreiro. Agüenta o tranco, a fisgada e a solidãozinha que me ensinou, desde pequena, a buscar minhas próprias soluções. Funciona. Depois de passar tanto tempo num degrau, acho que já aprendi a subir escadas.


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Pra mim, esse negócio de chorar deveria ser uma maneira de limpar o corpo, de esvaziar aquilo que dói. Mas não, parece que quanto mais a gente chora, mais cheio o peito fica. E o engraçado é isso, fica cheio de vazio!



Dicas Publicitenses:


:: A DPZ está com um site comemorativo (e colaborativo!) pelos seus 40 anos, cheio de historinhas engraçadas de um pessoal que passou por lá, ou ouviu lendas a respeito da agência. Aliás, puta agência! Do carvalho em todos os sentidos. Vai lá e se diverte também. Dica do Palermo.


:: Estamos precisando de estagiário de Redação/Criação aqui na agência em que trabalho. Pra virar empregado logo depois. Se você é de Floripa, faz Publicidade, curte Redação e manja de gramática, manda e-mail pra mim. Você terá uma carrasca blogueira terrível!




Caro Santo Antônio,



Por toda a minha vida o senhor foi um sacana. Sim, dos piores. Talvez eu até compreenda teu teor vingativo, visto que deixar um santo de cabeça pra baixo num copo d'água não é lá coisa que gente de bem venha a fazer. Mas entenda: eu beirava o desespero. Estava numa dessas situações impulsivas, em que o coração fala mais alto. Me falaram para te fazer de refém e pronto. Fui lá e fiz. Sequestro por amor, sabe como é. Mas quem disse que funcionava? Era mais fácil o senhor sair nadando daquele copo do que aparecer alguém que me nutrisse a vida. Desde então chutei o balde. E você, o copo.

Eu não queria que tivéssemos sido inimigos por tanto tempo. Também não queria te fazer sofrer por afogamento, já que sabemos ser a chantagem uma forma corrupta de conseguir as coisas. Mas o senhor sempre teve um bom nome na praça, e isso me encantou mais do que Cinderela em dia de baile. Sim, quem sabe fosse você, a santa ajuda de que eu precisava! Pena que, assim como Cindy, tive árduos anos de Borralheira. É por isso que tenho certeza, e boto a aliança no fogo, de que o senhor teve parte nisso. Vou refrescar tua memória.

Lembra do primeiro? Sim, aquele primeiro beijo na escola. Dois anos, Antônio, dooois anos de paixão não correspondida! Mal cheguei nos 14 e já sofria tal qual noiva esquecida na Igreja. Mas ah, essa foi só a prévia. Depois teve o da Internet, o do piercing, o que desapaixonou depois do Natal e o que foi pra Porto Seguro e dividiu amor com 5 meninas. E esses foram só alguns. Por que aí eu cresci, meu bem, virei mOlher. E que bela bosta. Troquei a ingenuidade por uma capacidade absurda de criar fábulas amorosas que desmoronavam com o tempo. Tive namorados incríveis, que viraram amigos incríveis e demonstraram de forma incrível que o prazo de validade também serve para pessoas.

Pois bem. Todo esse drama rolando e o senhor aí. Milagre pra cá, milagre pra lá, e só maluco pra mim. Na certa, pensava: "Não, a Milena não precisa de milagres! Ela se contenta com expectativas. E com um copo d'água, não é Mileninha?". Enfim, tudo ia de mal a pior, quando, por algum motivo, você resolveu ficar de bem. Sei lá, vai ver foi o mesmo motivo que te deu essa fama de santo. Naquele dia, pude até sentir o clima de perdão. Era um dia comum, numa coincidência comum, mas com um cara extraordinário. E esse cara era tão extraordinário, que conseguiu fazer meus próximos dias serem iguais a ele.

E não há quem discorde: é milagre, e dos bons. É coisa que só santo faz, e dizem que faz só uma vez. Porque cá pra nós, é bom demais pra ser verdade. Ele é absurdo demais pra ser real. E o que temos é tão grande, tão certo e concreto, que eu nem sei se pode, uma moça como eu, dar conta de tanto amor assim. Só sei que hoje é nosso dia, amanhã é o seu e nada melhor do que te agradecer, comemorar e seguir extrapolando amor. Mas continue por perto, porque a coisa tá dando certo e mesmo você sendo santo e eu sendo mortal, numa coisa a gente há de concordar: melhor do que ir para o copo, é ir pro altar.



Valeu, Toninho!

Entre sem bater



Já é sabido que beleza não põe a mesa, mas alguém ainda tem dúvida de que ela abre o apetite? Não só o apetite: abre portas também. Pois eu duvido você discordar do efeito de uma bonita aparência. O mundo é material, minha gente! E ele fará tua carinha de anjo ser quase tão importante quanto teu currículo recheado de cursos. É discriminação, eu sei, mas também é uma verdade: ser bonito facilita a vida, ô se facilita. Coloque a hipocrisia de volta na bolsa e pense bem. Numa sociedade apaixonada por julgamentos à primeira vista, uma apresentação elaborada pode sim te transformar na mais bem aceita criatura. Ou, contrariando tudo, na mais fútil. Isso porque esse negócio de beleza, assim exterior, é uma ilusão. É a embalagem bonita de um produto do qual nem sempre conhecemos a procedência. E se a beleza abre a porta, é a inteligência quem te mantém lá dentro. Sem ela, meu bem, nem sendo Miss. O importante é saber dar o devido valor a tudo isso. Afinal, te importa mais ser reconhecida por tuas pernocas ou por tua capacidade? A primeira impressão pode até ser a que fica, mas quem realmente mexe os pauzinhos é a última.
Me desculpem as bitoladas: bom senso é fundamental.


Pauta Revista Capricho - "O que abre mais portas, beleza ou inteligência?"



É isso. Beleza pode até ajudar a abrir, mas é tua esperteza que manterá a porta aberta. De todos os preconceitos disponíveis no mercado, eu já sofri alguns. O primeiro, é por ser mulher - e não vá você, todo Rambo, dizer que é mentira. Existe sim, muito macho achando que, só por ser homem, é melhor e pode mais. - O outro, é por ser essa loirinha com voz de criança. Mas cooomo assim essa miniaturinha da Xuxa poderá ter cacife pra um trabalho desse nível?
Pois eu digo pra vocês que o bonito mesmo, é surpreender.



Tamanho amor.


-"Eu não sou tão grande assim! Ah, não sou!"

Foi isso que ela gritou, enquanto batia a porta. Poderia ter acabado de ouvir um insulto sobre suas formas corporais, mas não: o motivo era bem pior. E vale lembrar que suas formas estavam bem distribuídas, muito bem obrigada, diria ela.

Saiu que nem louca, como
se fosse encontrar lá fora uma outra porta que a tirasse desse mundo. Ah, como seria boa uma porta dessas! Pena que a única porta que encontrou foi a do ônibus. Bom, ótimo, assim sairia mais rápido dali. Como se, saindo dali, abandonasse um problema.

Mas alguém aí já viu problema abandonado? Que nada. Deu dois minutos e os olhos já se afogaram nele. As mãos tremendo. E que força absurda uma garganta deve fazer pra engolir o choro! Parecia que o universo inteiro passava
ali por dentro, arranhando. Mas antes engolir planetas do que ser vista neste estado. Engolir sapos, sim. Planetas, sim. Vergonha, não.

Quando chegou em casa, tirou o sapato e chorou, chorou. Molhou o travesseiro até secar por dentro. Gritou nome feio, rasgou foto, fez promessa. Esvaziou. Tomou um banho, se acalmou e deduziu que agora sim, caberiam diversas dores e problemas novos naquele peito. Mas não aquele, não aquele oferecido.
Para ele, ela não era tão grande assim.




* O texto, minhas senhoras, é meramente ilustrativo.

Dois pra lá.



Dia desses, na agência, eu estava bolando um jingle. Jingle, pra quem não sabe, são aquelas musiquinhas bacanas de propaganda, do tipo que te fizeram achar pipoca e guaraná uma combinação inabalável. Bom, o meu não era sobre bebida, era de uma loja de construção. E haja criatividade pra cantar sobre tijolo! Depois de muita performance frustrada, saiu a melodia. Ficou bonita, sabe, ficou bacana. E faria o maior sucesso se horas depois... eu não tivesse esquecido do ritmo!

Aí é quase como esquecer final de piada. Normalmente gravo minhas produções espetaculares (dignas de fim de carreira no Raul Gil) no celular, mas dessa vez ele deu o cano, não funcionou. Algumas horas depois, a canção bacana já tinha descambado para música de caminhão de gás, com letra mais sozinha que coqueiro no deserto. Poxa, tente cantar Garota de Ipanema em ritmo de axé. Não dá, estraga. Na música, ritmo é alma do negócio. É tudo. E a ausência dele é o oposto.

Pra não perder o trabalho - ou o rebolado - , passei a tarde interpretando desde Daniela Mercury a Latino. Não deu. Perdi mesmo o bendito. A frustração era tanta, que foi impossível não associar a uma sensação sentida há poucos meses atrás. Mas naquele momento (há meses atrás), o ritmo perdido não era o do jingle, era o meu. E seja na aula de sapateado, na composição da valsa ou no dia-a-dia, perder o ritmo tem ritmo de funeral. Um saco.

Hoje em dia, viver no turbo é moda. Mais: é necessidade. Quem não vive um ritmo acelerado, beirando a taquicardia, periga sair da roda. Ou você agüenta o tranco de uma vida psytrance ou tá fora, mermão! Eu, que “ando devagar porque já tive pressa”, sou constantemente atropelada. Não gosto, mas entro no jogo. Porque até a gente, às vezes, tem que se submeter a um remix. E só sendo Silvio Santos pra viver constantemente em ritmo de festa.

No final de tudo, acabei lembrando o ritmo do jingle. E, depois de muito rebolar, também recuperei o meu.