Reinventada



Alguma vez você já teve uma vontade louca de se enfiar num buraco na terceira dimensão? Ou de simplesmente parar o mundo, descer dele e se fechar numa bolha? Eu já, freqüentemente. Chamava isso de “descanso” e, por mais que fosse muito nova para precisar dele, eu sempre o quis com todas as minhas forças. Principalmente quando elas é que faltavam.


Foi por isso que resolvi apertar o pause, há quase dois meses. Narrei aqui que eu precisava redefinir rumos, e reconheço que este é um luxo de poucos. Quase ninguém pode ter o direito de cansar da própria vida, parar de trabalhar e perder tempo. Na maioria dos casos há o aluguel pra pagar, bocas pra se alimentar, contas e toda aquela coisa. Mas sabe-se lá Deus quando é que eu teria outra oportunidade dessas, de me encostar (literalmente) nos meus pais. Para não correr riscos, resolvi aproveitá-la logo.


Assim, tal qual uma lagarta rabugenta, me fechei num casulo. Nele não existia correria ou dor de cabeça do final do expediente. Só eu, pijamas, meus livros, a Internet, a TV e... o tédio. Pois não há bêbado que estrague festas pior que o tédio. E foi justamente por causa dele que eu descobri que a tal terceira dimensão pode ser uma merda. E que o tal buraco... bom, o buraco é mais em baixo.


Em todo o período não houve nenhum segundo de tranqüilidade absoluta. O doce fato de não botar os pés na rua num dia de chuva, não me livrava da preocupação em não virar uma ermitã pro resto da vida. Se antes eu me perdia em coisas demais pra fazer, agora eu já nem sabia o quê, de fato, fazer. A insatisfação, velha conhecida, abriu as portas pro diabo montar sua oficina. E, numa mente vazia dessas, o negócio do maRdito prosperou.


Em pouco tempo me vi desanimada, com olheiras e mais reclamona do que antes. Enquanto o mundo inteiro era rockn’roll eu me arrastava num bolero chato. O livro perdeu a graça, a carteira perdeu o dinheiro e eu perdi o ritmo. De tanto olhar pra mim mesma, comecei a me sentir perdida nessa minha realidade, porque sem outras realidades ela não faz sentido.


Depois de 23 anos com rumos e obrigações estudantis pré-definidas, o fim da faculdade me deixou como um escravo no dia da abolição: feliz da vida, mas sem a menor idéia do que fazer. “Parar” pode ser a vírgula necessária pra que se possa respirar. Mas nunca será solução, e muito menos ponto final.


Nós somos mutualismo, somos inércia, e não há interrupção. Independente de suas opiniões, a correnteza te leva, e no final das contas você conclui que vale mais nadar a favor dela do que empacar e ver o rio correr. Semana que vem o trabalho recomeça e acaba o vidão. Porque já passou da hora de outro vidão começar.


A vida só é possível
reinventada.

Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pela águas, pelas folhas...
Ah! Tudo bolhas
que vêm de fundas piscinas
de ilusionismo... - mais nada.

(Reinvenção - Cecília Meireles)




As Viagens de Melissa!

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Sala de aula.


Entrei em uma sala de aula que não é a minha. Sei disso porque os rostos são diferentes, as pessoas não são as mesmas, tudo é outra coisa. Poucos segundos depois de observar, tomo por definitiva a constatação: não é mesmo a minha sala de aula. Enquanto corro em direção à porta, de cabeça baixa e com vergonha, a maioria das pessoas olha com estranheza e um pouco de dó. Alguns aceitam a trapalhada com simpatia, outros sentem-se invadidos por aquele corpo estranho. Estranho e menor, menos desenvolvido, algo de uma fase anterior. Eu saio e eles seguem seu aprendizado.

Algumas pessoas sonham sonhos curiosos sobre, no meio de suas aulas, perceberem que estão nus. Na ocasião, são arrebatados por uma vergonha absoluta, já que trata-se de uma situação completamente oposta àquelas vividas diariamente. Afinal, ninguém sai de suas casas sem roupa, muito menos assiste aulas deste modo. Quando entrei naquele lugar, senti a mesma coisa. Não sonhava e nem acordaria rindo de mim mesma; é pena, mas era tudo real. E apesar de estar vestida, talvez eu me sentisse mais nua que qualquer sonhador aventureiro de poucas roupas. Vestida e nua.


A minha sala de aula fica um andar abaixo desta, provavelmente como demonstração de nossa capacidade inferior. Há poucas pessoas nesta sala. Posso estar exagerando, mas ouso palpitar que lá está a minoria dos estudantes deste colégio. E entre eles eu me sinto extremamente confortável. Estudamos de pijamas, dormimos quando dá vontade e nos damos as mãos quando o coração aperta. Somos extremamente responsáveis, mas somente com o coração alheio. Com os nossos corações somos relapsos, somos ausentes. E por sermos assim, nunca conseguiremos progredir.


Apesar de termos completa consciência desta nossa incapacidade de progresso, muitos de nós insistem em permanecer aqui. Dizem, assim como eu, que vale mais a pena, não só pelos uniformes, mas pelo que se aprende. É triste que muitos tenham desistido, progredido, e, numa decisão independente, olhado para nós com altivez. Foram e nunca mais voltaram, deixando tristeza para uns e uma leve ambição para outros.


Por causa dessa ambição, muitos também resolveram desistir.


Confesso que as fases mais avançadas ministram conteúdos com muito mais sentido e lógica. Seus alunos somam, multiplicam, idolatram o equilíbrio e a razão. Existem de forma pensada e, munidos de neurônios, saem para respirar ar puro e analisar a vida. Eu os admiro muito.

Mas continuo aqui, vendo minha aula ficar vazia. Ostentando um coração cansado e tão vazio quanto ela. Esperando, inutilmente, que um dia a razão deixe de significar vantagem. E me odiando baixinho, todos os dias, por ver lógica no cérebro, e mesmo assim não conseguir sentir com ele.


Eu dispenso realidades. Eu recuso as regras do jogo. E se jogo, jogo com rimas, sonetos, entrega e disposição. E não há nada, nada de racional nessa história. Só o mesmo coração cansado batendo forte.


E hoje de manhã ele bateu na porta errada. Ele sempre bate na porta errada. Óbvio, porque, como todos dizem, corações são estúpidos. São infantis, felizes e estúpidos. Quando bem tratados, te dão o mundo. Do contrário, tiram o mundo de você.

Um dia eu aprendo.


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Comunidade no Orkut! : Um obrigada ENORME à Filhinha, que foi muito carinhosa e criou hoje uma comunidade pra mim. Todo mundo tá convidado à entrar! Vai lá!


Com M maiúsculo.

Era de se esperar que no último 8 de março o comportamento masculino fosse diferente. Grande ilusão: não foi. Ao menor sinal de comemoração o protesto engraçadinho vinha, mais velho que andar pra frente: e o dia do homem, cadê?. Parece até tradição - mas vai culpar os homens por isso? Nosso histórico de submissão é amplo e as queimadas de sutiã podem ser contadas nos dedos. É certo que há tempos a mulher como gênero evoluiu muito, isso não dá pra negar. Hoje, entre outras regalias, podemos até votar, trabalhar, estudar, concorrer à presidência e evitar filhos! Tudo com moderação. Do contrário há uma enorme lista de adjetivos pronta para uso indistinto.

E aí vem alguém me dizer que as mulheres vão dominar o mundo. Pois eu digo: não vão. Primeiro porque “dominar” não é verbo que mulher decente use. Poderiam até colocar calcinhas nos altos cargos mundiais e as palavras de ordem seriam o coletivo, a partilha, e nunca a dominação. Basta ter um útero pra saber disso. Segundo porque é claro que muito se conquistou, mas muito ainda está por vir. Nós vivemos em um mundo machista, exercido de forma machista por ambos os gêneros. Não há novidade. Mas se há um mundo que a mulher fincou a bandeirola da dominação e anda fazendo miséria, este é o admirável mundo do comércio.



Lá a gente manda e desmanda. Nós (ou nossas réplicas robóticas e perfeitas) anunciamos o mundo ocidental com maravilhas cosméticas e vestuárias que nos acorrentam a um ideal de perfeição. Somos figurinha carimbada em tudo que precisa ser vendido. Pois enquanto isso, lá na India, o que é vendido são as próprias mulheres. E eu, sinceramente, não consigo ver diferença.


Não sou feminista, mas também não me rendi. Há de se ter o jogo de cintura pra agüentar a mulher filé, mulher melancia, mulher samambaia e continuar sendo a mulher-mulher, simplesmente mulher. Com um punhado de devotos, ruguinhas nos olhos e peito pequeno.


Foi também um anúncio do Dia da Mulher que estávamos vendo na agência, uma vez. A idéia era boa, e eu pedi opinião a uma colega. O que ela respondeu? “Do caralho!”.

E eu tive que dar razão.


*"Do caralho" é gíria amplamente utilizada por essa raça publicitária da qual pertenço, e significa que algo é muito, muito bom. Não há gírias de exaltação relativas à genitália feminina. A não ser que algo tenha dado muito errado.


Da mulher Amélia..


À mulher melancia! (mas isso é que é evolução heim...)



- Pauta para o Tudo de Blog, da Capricho - "As mulheres vão dominar o mundo?"

Inverno



Lá de fora podiam-se ouvir os berros. Uma coisa confusa, um “foi você”, “a culpa é sua”, as acusações típicas de uma discussão. Se bem que naquela casa isso não era nada típico - nem nas divergências entre as partidas de dominó a coisa esquentava daquele jeito. Por um tempo, escutaram pela janela. Mas quando um berro silenciou tudo, aí eles tiveram que entrar.

A cena era clara: o casal discutia. Só parou porque alguém deu um ultimato, e bem na hora a porta se abriu. Ficaram um pouco embaraçados por serem pegos daquele jeito – e justo pelos filhos. Enquanto o pai fugia pelo corredor, a mãe decidiu explicar:

- É que eu doei o casaco dele.

- Meu preferido! – um grito choramingou do quarto.

Os filhos entraram sem dar atenção - já estavam bem grandinhos pra se meter nessas coisas. A mãe nem percebeu que, na verdade, cada um corria para conferir o que o "espírito solidário" poderia ter confiscado de seus quartos. A sala ainda tremia:

- Mas como você pôde? Há treze anos eu tenho aquele casaco. Treze anos! Presente da comadre Derminda, lembra? Comprou na Argentina e deu no nosso casam..

- A Derminda? O que importa a Derminda? Se quer saber foi ela mesma quem comentou no último almoço que você estava parecendo o vô Tobias. Com o mesmo casaco de sempre! Aliás, onde é que foi parar a sua vergonha?

- Foi embora com o casaco.

- Ah, Antunes, faz o favor! Tanta gente morrendo de frio e você choramingando um casaco velho! Doei, e doei sem dó. Ou melhor, com dó. O pobrezinho faltou chorar de alegria quando viu. - Enquanto o homem se encostava na parede, contrariado, a esposa continuava com voz um pouco mais branda, como se soubesse a gravidade da notícia. - Doei também aquele seu conjunto cinza da época do grêmio...

- AH NÃO! O CINZA NÃO!


O que a mulher não sabia é que o velho casaco marrom (ou o conjunto cinza do grêmio) tinham mais daquele homem do que ela mesma poderia ter. Que fossem cem, duzentos anos de casamento, ou de vida: livrar-se de um passado confortável poderia ser tão duro quanto o frio que o mendigo, por pouco, não experimentou. Não é que se tratasse de egoísmo ou apego material: mas de carinho canalizado para propriedades. A dela, o marido. A dele, ele mesmo.
Apesar de apenas um ter perdido o casaco, ambos foram dormir com frio naquela noite. Assim como tantos outros pobres, quando a noite é de inverno.



Baita orgulho

Dá licença, mas hoje eu vou jogar confete em mim (uôba!)

Um textinho meu (lembra aquele "Uma vida de primeira"?) saiu hoje na estréia do Caderno Kzuka, no jornal Diário Catarinense - que ficou muito jóia, por sinal.

O texto foi editado - como sempre acontece - e é um espaço relativamente pequeno, mas quer saber? É meu! E só quem quer TANTO escrever sabe o quanto vale conseguir ser ouvida (ou lida!).

Fiquei feliz demais. Deus ajude que as coisas continuem assim. Porque na boa, se eu não conseguir ganhar a vida escrevendo, tô danada.

Sintam-se livres pra mandar sugestões, chicotear a redatora ou não comentarem, como de costume (chinelada no leitor!)

E amanhã dia 26/04, quem é daqui de Santa Catarina está mais do que convidado a me ver numa entrevista no Patrola, programa da RBS (Grobo!) que passa aos sábados, às 11h30 da manhã!
Meu fim de semana virou carnaval!

Ps: obrigada à Taís e a Sarah, do Kzuka, que foram umas queridas. E à Tata, do Patrola, que também foi um amor (e tem um blog aqui). Hoje tá todo mundo de parabéns!


Questões pessoais.


Esses dias minha irmã vira pra mim justo no meio da novela e pergunta, com seriedade de entrevistadora: "Mi, você gosta de pessoas"?


Deixando de lado o teor absurdo da pergunta, me senti levemente extraterrestre. Uma extraterrestre fraterna, no maior clima família ao redor da TV.

Ora, lógico que eu gosto de pessoas, pensei. Se eu não gostar de pessoas tô danada. Afinal, até onde sei, também sou uma, e tenho que interagir com um bocado delas no decorrer da semana. Nessas horas, como diria a mãe de uma criança, "não tem querer". Afinal, alguém te ouvia quando na infância você dizia que não gostava de abobrinha? Ninguém. Pois então, mesmo caso. A gente tem que gostar e pronto, porque assim a vida fica mais fácil.

Mas aí, pensando melhor, comecei a ser mais seletiva.


"Não, minto: gosto só das que eu conheço". Concluí isso matutando sobre aquele monte de gente que faz do mundo uma desgraça. Por mais que eu não seja Deus e que não tenha cacife pra dizer que "as pessoas decentes e bacanas são apenas aquelas às quais me apego" - e quem me dera! - achei pertinente responder assim. Sabe como é, fica bem mais fácil falar de quem a gente conhece do que se responsabilizar por esse mundaréu todo.


Pena é que nem todo mundo que já deu o ar da graça na minha vida tenha sido capaz de manter a atmosfera assim, graciosa. Pro bem ou pro mal, já dei as caras com muito mocinho(a) fazendo papel de vilão. E tem como gostar de gente assim? De personalidade descartável, tão fácil de mudar?


Aos poucos a fatídica pergunta passava do absurdo para uma enorme coerência. A cada tropeço alheio (ou até próprio!) lembrado, minha simpatia gratuita pelos humanóides ia ficando um pouco mais cara - ô raça dos infernos!

Sempre fui bastante otimista, do bem, a banana que vocês conhecem. Mas não há Pollyana que leia um jornal diário e mantenha o sorriso no rosto. Ou que lembre das burradas egoístas e negligentes que tantos são capazes de cometer, e segure o otimismo intacto. Não dá não, meu bem. A aptidão pra estupidez às vezes é tanta, que é capaz de fazer a palavra “pessoa” deixar de incluir você e passar a ser um substantivo vazio, só esperando uma classificação.


Pra classificar a bendita, daí é cada um por si. Mas já que eu tinha uma pergunta esperando resposta, pensei neles, pensei em mim e larguei mão: “Não Nat, eu não gosto de pessoas. Eu só as suporto”.


E fui pensar em ser melhor.


Câmera lenta


Sou muito fã do bicho-preguiça. Poucas criaturas na Terra podem se dar o luxo de viver se arrastando e ganhar certo respeito por isso. É por este motivo que já perdi as contas das vezes em que o danado me deixou com uma inveja enorme. Não raro, a gente se pega com aquela vontade de imitar o bicho, agarrar nosso galho e ficar lá, pensando, sem ocupação nenhuma. Pois atire o primeiro travesseiro quem nunca gostou de se entregar à preguiça.


Confesso, sou preguiçosa de sono maior. Estou sempre considerando a possibilidade daquela soneca revigorante. Não que eu seja uma irresponsável que faz corpo mole com as coisas da vida. É simples: quando o assunto é trabalho, eu me dedico por inteiro. Quando é sono, também. E convenhamos, quem não gosta de dormir? Eu já achei quem não gostasse de pipoca (milagre!), mas não gostar de dormir daí já é demais.


Faz cerca de duas semanas que decidi largar o emprego. Até este momento, estou vivendo o que eles chamam de "período sabático": um período de reflexões, auto-compreensão, e coisas assim. Nesse meio tempo, tirei conclusões incríveis. Primeiro, assumi de vez que nasci pra escrever, nem que seja horóscopo de jornal de bairro. Segundo, que dormir é interessante, mas não 24 horas por dia. Chega certo momento em que você se irrita com o próprio pijama e se arrumar pra sair torna-se a coisa mais empolgante do mundo. O tédio é legal, minha gente, mas só em pequenas porções.


E justo pra acabar com o ócio e incorporar valor ao meu período de vagabundagem sabático, fui até o site de uma livraria e arrematei 4 títulos. Tem sido fantástico. Semana passada bati meu recorde: 3 livros em 2 dias. Agora quando as pessoas me perguntam o que ando fazendo da vida, ao invés de responder "nada" (e fazer todos pensarem "que vagal"), digo "estou lendo" e todos pensam "oh, que culta!". Pegou a mutreta?


Também tenho visto filmes interessantes, por isso a seguir estou deixando algumas dicas de ouro para aqueles que decidirem incorporar conhecimento ao seu dia-a-dia. Ou arrumar uma desculpa instrutiva, assim como eu. Logo minhas férias acabarão (compreendam, viver à toa custa caro), portanto vou aproveitar o dia cinza para realizar trabalhos importantes, como estudar o desenho do azulejo do banheiro, ler um pouco, assistir desenhos e me inteirar sobre novidades no youtube. E depois dessas funções, tirar outra soneca pra descansar, claro, porque ninguém é de ferro.


* Dicas de ouro!


LIVROS


Persépolis - Marjane Satrapi :Im-per-dí-vel. Mesmo tendo nascido no Irã e assistido a uma revolução danada de braba (Revolução Fundamentalista, 1979), a Marjane fez parte de uma família moderna, que a criou com enorme consciência política. Nesse livro (todo em quadrinhos!) ela conta sua história e a maneira como lidou com toda a opressão xiita de um jeito divertidíssimo e leve. A história é tão boa que virou até filme de animação.


Água para elefantes – Sara Gruen: Lindo! Viciante! Conta a história do Jacob, um moço americano que teve de largar a faculdade e de repente se viu dentro de um circo – O Circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. Tem aventura, tem romance, e o melhor: tem a Rosie, uma elefanta pra lá de querida. Esse dava pra virar um filmão também!



1984 – George Orwell : Esse eu já devia ter lido há tempos atrás, mas só agora tomei vergonha na cara. É imprescindível. Sr. Orwell montou um romance pra falar de um jeito metafórico sobre o mundo manipulador e controlador em que vivemos. Foi escrito há um bom tempo, mas a maneira como os fatos se encaixam com a realidade, faz desse livro um alerta atemporal. Também dá pra ver o filme na Internet. (em inglês).


FILMES


Zeitgeist – Peter Joseph: Isso aqui vocês têm que ver. E não tem desculpas, porque dá pra ver de graça na Internet. É um documentário que se tornou muito polêmico por escancarar verdades a respeito da religião, guerras, 11 de setembro e realidades pré-fabricadas. Juro que fiquei uns dias com ele na cabeça depois que vi. Desconcertante.


Filhos do Paraíso - Majid Majidi: Todo mundo já deve ter visto, mas eu vi só nesse fim de semana. Na época em que foi lançado, concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro com Central do Brasil e A Vida é Bela (dois absurdosdebons). É uma história iraniana muito linda sobre um menininho (Ali) e sua irmãzinha. De chorar. (e o menino tem a cara de choro mais triste que eu já vi na vida!)




Pois é, meu bem, sobram motivos para sorrir.