
Interessante foi perceber que aquela sobremesa de abacate provada depois do almoço tinha exatamente o mesmo gosto do meu cotidiano atual: leitoso, indefinido, meio amargo. Não que eu não goste de abacate - na verdade, adoro. No entanto, aquele gosto enjoativo depois do almoço combinou completamente com o dia. Foi associação instantânea, dessas que a gente não gosta de ter.
Às vezes é assim mesmo. Uma coisa que a gente espera – repleta de convicção – que venha boa, aparece desse jeito, sem gosto, sem graça. De sobremesas a cotidianos.
E tem gente aí que lida bem com a teoria dos altos e baixos. Tem gente que, quando a coisa vai mal, respira fundo e espera pacientemente que o primeiro raio de sol volte a despontar na janela. Eu não. Eu tenho essa coisa horrível da insatisfação. Se a situação – seja lá qual for - estiver indigesta, não vou sossegar até que possa mover mundos e fundos por alguma mudança. Ou seja: eu até engulo sapo, mas não sem antes picá-lo bem picadinho.
Simplesmente porque não consigo brincar de conformista. Se dá pra mudar o que incomoda, nada melhor que tirar a bunda da cadeira, apostar na tentativa e...quem me dera se tudo se resolvesse assim! Porque por mais que sobrem intenções de mudança, nem sempre é das minhas mãos que elas dependem. Nem sempre o controle da minha vida é todo meu. E é aí que eu viro tempestuosa, dramática, negativa. Insuportavelmente frustrada por não conseguir ser a minha própria heroína. Na montanha-russa da vida, quem não suporta o meio-termo acaba sempre meio-feliz.
Há quem diga que falta maturidade. Que, com o tempo meu ladinho mimado vai entender que é só uma fase ruim – e que, como todas as fases, ela passa. Mas apesar das caras quebradas por tanto imediatismo, eu ainda acredito no time dos inconformados. Eles sentem calor e inventam o ar-condicionado. Eles sentem preguiça e inventam a escada-rolante. Eles brigam com a própria rotina, e simplesmente mudam.
É arriscado, é estúpido, é difícil. Mas com um pouquinho de sorte, pode ser brilhante.
A vida anda amarga e eu, inconformada. Pra mim, abacate só se come doce.
Às vezes é assim mesmo. Uma coisa que a gente espera – repleta de convicção – que venha boa, aparece desse jeito, sem gosto, sem graça. De sobremesas a cotidianos.
E tem gente aí que lida bem com a teoria dos altos e baixos. Tem gente que, quando a coisa vai mal, respira fundo e espera pacientemente que o primeiro raio de sol volte a despontar na janela. Eu não. Eu tenho essa coisa horrível da insatisfação. Se a situação – seja lá qual for - estiver indigesta, não vou sossegar até que possa mover mundos e fundos por alguma mudança. Ou seja: eu até engulo sapo, mas não sem antes picá-lo bem picadinho.
Simplesmente porque não consigo brincar de conformista. Se dá pra mudar o que incomoda, nada melhor que tirar a bunda da cadeira, apostar na tentativa e...quem me dera se tudo se resolvesse assim! Porque por mais que sobrem intenções de mudança, nem sempre é das minhas mãos que elas dependem. Nem sempre o controle da minha vida é todo meu. E é aí que eu viro tempestuosa, dramática, negativa. Insuportavelmente frustrada por não conseguir ser a minha própria heroína. Na montanha-russa da vida, quem não suporta o meio-termo acaba sempre meio-feliz.
Há quem diga que falta maturidade. Que, com o tempo meu ladinho mimado vai entender que é só uma fase ruim – e que, como todas as fases, ela passa. Mas apesar das caras quebradas por tanto imediatismo, eu ainda acredito no time dos inconformados. Eles sentem calor e inventam o ar-condicionado. Eles sentem preguiça e inventam a escada-rolante. Eles brigam com a própria rotina, e simplesmente mudam.
É arriscado, é estúpido, é difícil. Mas com um pouquinho de sorte, pode ser brilhante.
A vida anda amarga e eu, inconformada. Pra mim, abacate só se come doce.
13 comentários:
Pra ficar em paz com essas situações penso que nem tudo está nas minhas mãos. Como diz o outkast: você pode planejar um piquenique lindo mas não pode prever o tempo. (E que bom que esse é um blog que eu posso citar uma frase de um grupo de rap sem medo, hahhaha!) Beijocas
agora vc descreveu oq eu sinto, e disse oq eu queria ter dito! exatamente nesse momento....
Mi, texto maravilhoso, e mais um Parabens pra vc.
Sempre há um jeito de resolver as coisas. O que nos falta, as vezes, é coragem de tomar o caminho mais difícil, que é o que normalmente resolve.
Vc pode ser sua própria heroína sempre. Só depende de vc...
Caçador de mim
Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim
Nossa senhora! Esse foi demais pro meu coração. sfhfsdkjfsdhk :~
Posso copiar e colar na parede do meu quarto? Porque é EXATAMENTE isso que eu estou vivendo.
E mais uma vez... eu quero te conhecer! :*****
Lily Allen ajuda a melhor o dia. Recomendo!
Ai, Mii! Eu juro que tava com um comentário na ponta dos dedos... mas depois que li o "caçador de mim" fiquei sem palavras! hahahahahhaha
beijo, linda!
...quem me dera se tudo se resolvesse assim!
Digo o mesmo... e digo o mesmo p/ meus pais tb. Que nem sempre o controle da minha vida é todo meu.
Que preciso de um patrão que me empregue para as coisas melhorarem, hehe
Sorte p/ nós então \o/
Linda, que bom que você se inconforma. Pois quem vive se conformando com tudo não sai do mesmo lugar, e nem torna esse lugar melhor.
E ficar inconformado não é sinônimo de ser infeliz. Porque isso sim, não vale a pena.
Só com uma coisa eu me conformo. Que é você a mulher que eu vou viver para fazer feliz por toda, mas toda a minha vida.
Oi, Mika! Tava navegando pelos blogs e vi um texto seu lá perdido e sem os devidos créditos.
http://pkenanotavel.blogspot.com/2007_06_01_archive.html
Milena, adoro seus textos, sempre que venho aqui fico surpresa com as coisas que você escreve. E prefiro assim, ficar admirando sem falar muito.
Queria mesmo que você escrevesse sobre quando o amor acaba, quem sabe até dando dicas. Beijos
o que mais se encontra por aí é gente conformada. fazer a diferença é bom.
achei seu blog não sei como, mas gostei dos textos, e o comentário sobre artistas que surgem da internet me chamou a atenção, pois estou começando um blog sobre esse assunto, depois dá uma olhadinha: www.marketingmusical.blogspot.com
vou voltar mais vezes por aqui. gostei muito.
Po milena acho que vc tá pegando muito pesado na casa...olha vc vai ser a proxima a sair da casa te cuida......
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