Cai, cai balão


Festa Junina de 1993. Toda a escola estava arrumada. Milhões de bandeirinhas preparadas pelos alunos voavam em cordões presos no muro. Era manhã e eu estava em casa, agoniada por usar aquela meia calça que me pinicava a perna. Meu vestido era uma graça: azul com flores brancas, tão jeca quanto precisava ser. Enquanto minha mãe fazia malabarismos pra prender fitas no meu cabelo, eu me contorcia por dentro, pensando no meu parzinho. Finalmente, o dia do meu primeiro encontro com um garoto! E eu ia vestida de quê? De caipira. Sensacional.

Na época, quem acendia a fogueira do meu coração era um menino meio magrelinho, aspirante a jogador de futebol. Inteligentíssimo, o tal de Bruno César dedicou uma manhã inteira para ensinar a coleguinha aqui a fazer conta de dividir. Pronto, me apaixonei na hora. Acho que vem daí minha capacidade de me apaixonar por seres inanimados, mas voltemos à quadrilha.

Depois de experimentar a costumeira frustração de não ser convidada por absolutamente NINGUÉM para dançar, resolvi eu mesma arranjar um par. Acontece que naquela época, a festa junina era pretexto para bracinhos na cintura, mãozinha com mãozinha, toda uma pegação-mirim na trilha da sanfona. Portanto, não raro, um convite significava que alguém queria algo mais do que um dois pra lá, dois pra cá com você.

Assim, lá fui eu convidar o Bruno César, na cara e na coragem. Cheia de determinação da mulher moderna, fui curta e grossa e.... ouvi um “sim”! Por São João, só faltava levar um fora no auge dos meus 9 anos.

O bom da festa junina nem era a própria festa. Eram os seus preparativos, que envolviam todos na venda de rifas, fabricação de cartazes e claro, nos ensaios. E aí que estava o grande motivo disso tudo. Por uma semana inteira, lá estávamos eu, Bruno e uma cambada de pirralhos fazendo o caracol ao som de “pula fogueira iáiá”. Mal sabia a professora, mas meu coração pulava junto.

Era sábado e as fitas azuis ficaram bem bonitas no meu cabelo. Cinco pintas feitas com lápis preto em cada bochecha minha e pronto: me sentia a jeca mais linda do mundo. Muito capaz de conquistar qualquer um da roça, fui à procura do meu dedicado par. No meio da música,uma voz anunciava 5 minutos para a nossa dança. E cadê aquele moleque?

Naquela época eu deveria saber que Murphy tá pouco se lixando pra sua idade ou pro tanto que você aguenta sua meia calça pinicando. O caracol já estava se desfazendo, cavaleiro cumprimenta dama, e lá vinha ele: o desconhecido desengonçado que me arranjaram 2 segundos antes de começar a dança, só pra caipirinha azul não ficar de fora. É, meus amigos, Bruno César não veio.

Saí com cara de bunda em todas as fotos. A droga do meu par, além de não aparecer, não chegou nem a pedir desculpas. Ou seja, levou o negócio de caipira ao pé da letra e resolveu agir como um. Mal sabia eu que era completamente típico da raça. Precavida como sou, abandonei os bailes interioranos. E a merda da conta de dividir, também.


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Este texto aí eu tirei do Maisumblogdamika. Escrevi ano passado, e eu gosto bastante dele, por isso (e pra combinar com o clima sanfoneiro de junho) coloquei de novo aqui. Ele conta sobre minha primeira desilusão amorosa, duplamente traumática devido ao figurino.
E a sua
primeira, como é que foi?


38 comentários:

Storyofprincess disse...

Oii Milena!
Faz um tempinho que não visito o seu blog, mais ele ainda é super legal ^^
Nossa esse post ai ficou ótimo.
Ficou bem engraçado.
Várias vezes meninos que eu peguei na festa junina faltavam.. e o quê acontecia? eu claro, acabei indo 4 vezes com o mesmo menino!
KKKKKKKKKKK³
mais sua história fico boa.
mesmo sendo real, ficou com um final, de quê agente fica com pena.
mais fico pra história, não?
bjs!

:: SOP comentou! ::

DICA de BLOG: www.garagebottom.blogspot.com

Vanessa Pinho disse...

Bom, a minha história?
Praticamente igual a sua...
...principalmente na parte que fala "É, meus amigos, Bruno César não veio."

Incrível como isso sempre acontecia, e no fim, além de ter que aguentar aquelas marias chiquinhas suuuper amarradas no seu cabelo, que chegava a doer quando você ria, ainda tinha que acabar dançando com aquele chato que vivia correndo atrás de você no recreio te chamando de apelidos próprios da idade como "Olívia Palito" por exemplo. af!

Beijão pra você.

Ariana disse...

Nossa linda, que situação hem!
Minha primeira decepção amorosa tem tanto tempo que nem lembro!rs
Mas acho que foi com o 1° garoto q gostei de verdade, tipo me enganei, pensei q ele era uma coisa e era outra completamente diferente

Beijo

Aína Gorayeb disse...

Oi Milena, muito legal teu blog!
Nossa, a gente vai lendo, lendo, lendo..e nao dá mais vontade de parar de ler. hahaha
Já virei visitante de carteirinha.
Beijos e Boa semana

Renata disse...

hahahaha :)
eu nao lembro da minha primeira desilusão amorosa, mas sei bem o que é nunca ser escolhida pra dançar, nem nas festinhas americanas.
nesse último dia de santo antonio, eu e as meninas que moram comigo fizemos até altar pro santo na cozinha (coloquei a fot no orkut)! foi dar as 00h do dia 11 pro dia 12 que lá estávamos as 3 patetas com suas respectivas bacias fazendo a simpatia de colocar papeizinhos sob o luar da madrugada.
beijoca e boa semana!

Milena irmãn :) disse...

Eu lembro desse texto e ADORO ele! =)

Taí... não consigo me lembrar da primeiríssima desilusão amorosa. Talvez tenha sido por aí, de 8 a 10 anos de idade. É claro que a prieira vez (seja ela do que for) sempre marca, mas em termos de desilusão, a impressão que eu tenho é que é SEMPRE a primeira vez.
A cada novo encantamento, parece que eu esqueço de tudo que já me fizeram, de todas as vezes que me decepcionaram. E aí, quando vem a desilusão, é sempre parecida com a primeira.
Mulheres bananas (Y)! hihihih

Te amo e tô com saudade, só pra variar.

Cauana Moraes disse...

Oiee!
é a primeira vez que venho aqui no seu blog, e já adorei o primeiro post!
Minha primeira descilução amororosa foi aos 14 anos!!! Sim, pq esperei 7 anos pra namorar com o menino e ele não tava nem ai pra mim, e o q isso tem a ver com festa junina??? Bom eu me apaixonei por esse menino aos 7 anos, e no mesmo ano (2000) eu dancei quadrilha com ele! Foi lindo, não perdi nenhum ensaio e até hoje me arrependo de ter vengonha da coreografia e não sentar na perna dele!
Outros tempos...mas outra coisa legal..em 93 eu tava nascendo..hehe





Mas adoreiii mtooseu blog, perfeito!
Acho q vi na Capricho e vim dar uma conferida!



Bjokasssss

Camilla disse...

Hahahaha adoreeeeei...
Que dó =/

Eu não me lembro bem da minha primeira festa junina, só sei que sempre que tinha essa coisa de pegação-mirim nos bailinhos, eu sobrava!! haha

Beijoo

Evelise disse...

ai eu já tinha lido, mas é realmente uma delícia de texto, vale ressaltar.

você escreve com uma leveza e ao mesmo tempo consegue colocar o coração ali, exposto.
lindo!

sobre a inspiração, as vezes dá para disciplinar, e quando bem felizes escrevemos na simples vontade de escrever, é assim que devem funcionar redatores publicitários.

beijos :)

small_freedom disse...

Milenaa... olha só, encontrei seu blog na comu da Tati Bernardi e percebi q temos o mesmo sobrenome!!! Engraçado não?
Adoreiii seu blog...
e adorei ainda mais sua decisão de morar em Floripaaaa.. audhuahdahu... eee depois que eu me formar... hehe
bjaoooo
ate +

Ps. já ta em minhas favoritas heim? =D

Daaia disse...

"Assim, lá fui eu convidar o Bruno César, na cara e na coragem"

hsaushuasuahsuasa
Eu amava um menino na 4ª serie que chamava Bruno Cézar.
e convidei ele pra ser meu par na festa junina
foi em 99
ai ai ai
no final, tudo deu errado porque eu nao consegui um vestido de mariazinha, e ele entro pro grupo dos meninos que iam dança cowtry
ve se pode
--'

snif
shuasuasa


AM SEU BLOG MILENA.. SO TUA FÃ!
haha
bju

Marcela Campos disse...

hahahah muito legal seu texto! adorei milena!
e é verdade, esses amorezinhos são uma droga quando não correnpondidos, mas vamos concordar que a ansiedade vale a pena! é tão gostoso sentir, apesar da fogueirinha de festa junina, um friozinho subir na sua barriga, ou um ciuminho apontar toda vez que ele abraça outra. é isso aí, muito legal! passa no meu blog, beijao :D

Milena Gouvêa disse...

@story..: Se ficou pra história? Foi direto pro anuário das desgraças mirins! E olha que depois dessas vieram vááárias, uma superando a outra. Ô vidão!

@Vanessa: Os apelidos que as crianças inventam são os mais cruéis, definitivamente. E são os que mais marcam. Olha que interessante, meu apelido era "morcego" por causa das sobrancelhas em circunflexo. Carinhoso, não? Af.

@Ariana: Típico da raça, mulher. Homem dupla-face é o que mais existe.

@Aína: Querida, obrigada, viu :) Será sempre bem vinda!

@Renata: HAHAHaha tô torcendo pro Santo Antonio se compadecer com vocês, viu! E que seja rápido, porque pra mim demorou UMA DÉCADA.

@Irmãn: É bem por aí. Parece que SEMPRE é a primeira vez. Só que nosso sistema de dramas logo denuncia "outra vez, de novo não, eu não tenho sorte, e por aí vai... TE AMO IRMÃN!

@Cauana: HAHAHAHHAHA morri de rir da parte da vergonha de sentar na perna dele! Eu também fiquei com vergonha e não sentei. Penso que as menininhas de hoje em dia fazem coisas bem piores que sentar na perna na quadrilha! Ai essa juventude!

@Camilla: Bem vinda ao clube! ¬¬

@Evelise: OBRIGADA do tamanho do mundo! Pelo menos o Bruno Cesar rendeu UMA coisa boa :)

@small_freedom: Vem pra Floripa, mulher! É frio mas no verão compensa. E que beleza, Tati Bernardi unindo todos num só coração!

@Daaia: E então fica comprovado que Brunos Césares causam problemas.

@Marcela: Exatamente. Apesar de doer pior que chinelada, a gente tá sempre indo atrás. É porque é amor, né. Sempre vale a pena.


Decidi que serei uma blogueira mais decente daqui em diante.
Responderei a todos, bem bonitinho :)

Vanessa Pinho disse...

"meu apelido era "morcego" por causa das sobrancelhas em circunflexo. Carinhoso, não? Af."


(Chorei de rir) :P

Eu sofri um bocado com apelidos, pelo meu sobrenome...
Me chamavam de espinho ou então de Pinho Sol...
...na hora de responder a chamada na sala de aula eu queria me enfiar numa bolha.

:(

Bruxa Sarah disse...

Oi Mi, é essa historia eu tinha lido ainda no blog anterior, e ri mto qdo voce disse sobre ele levar ao pé da letra o negócio de caipira! rs... tadinha de você!

Homens...

Que engraçado, vcs fazem aniversario de namoro quando? Pelo que eu sei, vc tem 23 e é Publicitária... se formou qdo?
Eu tenho 21, me formei segunda feira retrasada! rs....

Um beijao Mi... e se cuida por ai!

Talita disse...

Minha primeira desilusão amorosa?
Eua ia na primeira série,e ele se mudou pro Mato Grosso :(

aeiuhaeuihaeiuhaeiuhae

beijo!

LA_MALIGNA disse...

huahahahahauha... que otima sua historia! Nossa, deixa eu lembrar a minha... acho q nao foi exatamente uma desilusão, porque o menino nunca soube. A gente tinha 8 anos e estudava na mesma sala. Hoje ele é um bagaço, pffff! Ainda bem que não investi! ehuaehauaeheahuaehaehu

Como a gente era precoce neh? 8 anos, 9 anos... jesus!

E quer dizer entao q somos vizinhas?? Gennnte! Eu moro na Douglas Seabra Levier, perto do Manhattan, na subida da Serrinha, sabe? Condominio Jardim Trindade... E vc??

Acho que vimos o fusca lilás no mesmo dia! Fabuloso aquele fusca neh?? eaehuaehueahueaae... me apaixonei por ele na hora! Se eu tivesse minha camera na mao, tinha batido uma foto! heuhaeuheauheau

Leila disse...

Viiiixe, minha primeira desilusão? talvez tenha sido lá pela primeira série quando o meu "namoradinho" mudou de escola... já as mais dolorosas... haha bem recentes :}

mto bom o texto ;D
:*

Mariana Lafuente disse...

Quem não levou um cano na festa junina, na páscoa ou na carnaval que atire a primeira pedra né Mi!
beijos

MH disse...

Meuuuuuuuuu, que texto mais bonitinho. Apesar do final triste, a historia é muito fofa. Ta vendo, é por isso que fiz humanas e virei redator. Esse povo de exatas não é confiavel. Rsrsrsrs. Lembro que eu amava fasta junina, realmente era uma época legal
para namorinhos infantis. A unica diferença entre minhas historias e as suas é que
em 1993 eu estava me formando em Propaganda. Ou seja, o triste da sua historinha foi o menino que sumiu, o triste da minha é que to ficando velho hahahahaha

Anônimo disse...

Só te aceito como amiga se você largar essa "coisa linda"...
:)
Você é linda demais, menina... inteligente... Tem muito a viver ainda. Se não for agora, vai despertar em breve!
Um beijo enorme pra você!
:*

Daaia disse...

realmente...
Brunos Cezars dao trabalho.
Na verdade, todo Bruno é um caso pra mim
hahaha
<3

Bárbara disse...

Ooi,nossa eu amo aqui.
Realmente desilusões amorosas,acho que a primeira que tive foi numa época na minha escola que tinhamos que trocar cartinhas.Eu combinei com um "amigo meu",Paulo(que claro amavaaa ele) que nós trócariamos as cartinhas.
No tal dia da entrega lá chego eu com a carta que escrevi para ele,com meu perfume e até um bombom e ele?Nem escreveu um Oi num papel ¬¬
Tinha 10 anos e não foi muito legal.

Mas não desista da quadrilha não,ao menos eu AMO essa festança,hoho.
Beijo flor;*

Despindo estórias disse...

ei, texto muito legal!
eu tbm passei por mto aperto em festa junina qd era criança, e tinha um menino q só queria dançar comigo e eu dançava, praticamente obrigada, e ainda tinha q ouvir a minha mãe e a dele tricotando, dizendo q a gente ia namorar!
kkkkkkkkkkkkk
bjus

Despindo estórias disse...

ei, texto muito legal!
eu tbm passei por mto aperto em festa junina qd era criança, e tinha um menino q só queria dançar comigo e eu dançava, praticamente obrigada, e ainda tinha q ouvir a minha mãe e a dele tricotando, dizendo q a gente ia namorar!
kkkkkkkkkkkkk
bjus

Bárbara Rosso Hilsendeger disse...

guriA, tu escreve demais!
me divirto horrores aqui, tá loco. uhueh
bjaao

Fernando Cabral disse...

Linda, pode deixar que se depender de mim você vai ter um coração bem quentão te esperando tá?

Kelly Veiga disse...

hsuahsauhsu

ótimo post como sempre... e essas festas juninas que eram legais né.. todos os preparativos.. quadrilha, o par que eu queria nunca era o meu =(

E que sorte a sua hein?

Um bolo do menino, sofrendo de amores aos 9 anos e ainda apelidada de morcego!

hauhauhau

Beijos

Victinhu disse...

Eu já tinha lido, mas não custa ler denovo. =)
Aliás, acho que já lí todos os posts do seu blog. Inclusive, se não me engano, a data de 14/10/05 foi o seu melhor post. Não pelo que vc escreveu, mas por vc ter deixado um recado pra mim. Lembro de ter ficado muito lisonjeado.

Voltando ao post, já que vc perguntou, espero que tenha paciência para ler sobre a minha primeira desilusão amorosa.

Lá estava eu, no fundo da sala, no auge dos meus 11 anos, quinta série, fazendo muita bagunça e sendo um aluno, digamos assim, mediano. Sempre um bom menino. Entretanto, muito arteiro.
Alice, por sua vez, sentava lá na frente. Era a melhor aluna da sala e tinha um jeito muito estranho. Até hoje não sei explicar de onde vinha tanta inteligência. Porém, por suas atitudes diferenciadas e o seu jeito estranho, era rejeitada por todos. Os meninos caçoavam dela e nunca - jamais - fizeram um elogio a mesma. As meninas não gostavam de brincar com ela, pois o assunto era só estudo. De vez em quando ela aparecia com umas manchas roxas no corpo e ninguém sabia dizer o porque. Eu, como sempre gostei do diferente, tentei me aproximar. Comecei a sentar lá na frente, parei de fazer bagunça e me dediquei para tirar tantas notas boas quanto ela. Um dia, por milagre, ou não, consegui um 10 numa prova de matemática, quando ninguém, nem ela mesma, conseguiu. Fiquei extremamente feliz, mas contive meus anseios e guardei a minha prova. Para a minha surpresa, Alice veio me elogiar. Assim começamos a nos falar. Papo vai, papo vem e começamos a fazer trabalhos juntos também (até rimou) hehehhee. Um belo dia, num desses trabalhos, ela estava sentada na minha frente. Tomei coragem e perguntei se ela já gostou ou se gostava de alguém. Ela ficou pálida, depois vermelha e retrucou, "Responde você primeiro". Eu, com minhas pequenas mãos, fui medindo palmos até ela e respondi, "A pessoa que eu gosto está a quatro palmos de mim". Ela, mais uma vez, ficou sem graça. Entretanto, algo saiu de sua boca. Ela disse: "Se vc gosta mesmo de mim, então tem que me escrever uma carta". Lá vai eu, denovo, me esforçar para agradá-la. Passei um dia inteiro lendo e tendo idéias, escrevi a carta mais pura e bonita que poderia ter escrito. No dia seguinte, todo sem graça, fui entregar a carta para a bendita. Para a minha surpresa, Alice pegou a carta, começou a chorar e a rasgou na minha frente, sem ao menos abrí-la. Jogou-a no lixo e saiu correndo da sala. Eu, por minha vez, fui prum canto e comecei a chorar também, não sabia o que tinha feito de errado. Depois desse dia, Alice e eu nunca mais nos falamos. O tempo passou, ela mudou de escola e paramos de nos ver. Três anos depois, me deparo com ela na escola técnica. Adivinha em qual lugar ela passou? Não preciso nem responder que foi em primeiro né? Ela levou muito trote por ter sido a primeira colocada e não aguentou a primeira semana lá. O máximo que fiz dessa vez, foi dar um oi pra ela. Eu já não era apaixonado pela mesma, mas fiquei intrigado em saber o que tinha acontecido na vida dela até alí. Não consegui puxar assunto e depois que ela saiu, só esbarrei com ela mais uma vez na rua. Depois disso nunca mais a ví. Ela, provavelmente, deve estar formada e, se não estou errado, deve ser uma pessoa de sucesso. Isso se o jeito dela não atrapalhou né!?

Bom, a minha história foi essa. Ainda fiquei traumatizado da quinta até a oitava série. Primeiro por não saber, até hoje, o motivo dela ter feito aquilo. E segundo, porque todos os meus amigos me zoaram. E qual o problema de gostar de uma garota que não é mais bonita no padrão deles???? aaaaaaaaaaaa...

Um grande abraço do seu fiel leitor. Obs: Desde os tempos de fotolog.

Espero que vc tenha tido paciência de ler até aqui.

Se cuida.

Báah disse...

aah, minha primeira desilusão amorosa!
meu Deus como ela foi traumática, eu tinha apenas 7 anos, e a gente ia se casa, porém no dia do casamento ele não foi =/
ahaaaaaa, eu era a noivinha da festa junina, acredite lembrei muito do que aconteceu comigo qdo eu li seu texto, só que o noivinho da festa junina (meu par) era meu namoradinho,a gente namorava por cartinha, porém ele fico com catapora e nãom pode ir no casamento junino, acabou que a professora falou que o casamento nao era importante o importante era a quadrilha, e eu nem dancei quadrilha porque nao tinha par sobrando =/
mais tudo bem ...pelo menos ele tinha um bom motivo pra não ter aparecido!

na verdade o único que teve um motivo descente pra ter me dado um bolo até hoje!

hahá... beijos mi!

Rachel disse...

Meu Deus, eu já passei por isso. aiuahiuahiahahu Só que eu não escolhi meu par, a professora escolheu. No dia da festa acabei dançando com outra menina.
Só por curiosidade, tu és a Milena que participou do Patrola há um tempo? Muito obrigada por passar no meu blog. ^^

;*

www.borboletices.vai.la

Johnny disse...

Excelente o teu texto. Adorei. Você escreve muito bem. Primeira de muitas visitas que farei ao teu blog. Como é bom encontrar vida inteligente na net.

Diandra disse...

Poxa vida, t-o-d-a vez que eu venho aqui eu vou embora maravilhada.
E mais, com toda vontade de ficar.

muito bom seu texto!

E fico feliz que tenha gostado do meu lay novo.
acho que ainda nao é o meu preferido, mas ele vai ficar por uns tempos!

beiiijo

Magalices disse...

Olha eu sempre fui tansa e fui beijar um guri com 14 quase 15 anos. Praticamente um bixo do mato, e hoje ainda continuo um pouco. Medo de amar? Não sei. Mas quando criança pensava em beijar com 13 anos pq minha prima assim fazia.

Desilusão? Na festinha junina na primeira série. Não dancei com o par que eu queria. Outro menino foi me deixar triste só com 16 anos. Mas não foi dos piores.

Beijosss!

Juh Lima disse...

Hahahahaha. Como sempre dou altas risadas lendo o seus posts, e com esse não podia ser diferente. Com 9 anos já descobriu a decepção amorosa, e numa festa junina!!! Hehehe Antes pode ter sido péssimo, mas hoje virou um post muito bacana.
=)
Recadinho: Tem uma maldição pra você lá no meu blog... É bem interessante! ;)
Beijos querida

*Glá* disse...

Miiika, que post mais fofo! *-* Que atire a primeira biribinha quem nunca participou de uma dessas festinhas juninas na infância. ;D

Eu sofri bastante pra encontrar parzinhos pq eu era muito maior que as meninas da minha idade e sempre quem sobrava era o desengonçado, que não sei pq cresce antes que os demais meninos, só porque Murphy REALMENTE não se importa com idade e com o fato de vc estar 'gostandinho' justamente do menino mais baixinho da sala... rs

Ok, mas pés-de-moleque à parte, vamos ao vinho quente, aliás, à parte quente: a 1ª desilusão. Que na verdade foi uma grande fria em que minhas amigas me colocaram, aos meus 11 anos.

Eu estava na 5ª série e adorava um menino da 8ª série. O protótipo da desgraça humana. Alto, magrelo, cheio de espinhas, de aparelho, burro de doer, repetindo a 8ª série há 3 anos! rs Ele chamava Gabriel mas para todas as minhas amigas ele era o Vagal, um bom apelido pra pessoa amada, vai? rs

Eis que num intervalo de aula eu sempre observando ao longe o Vagal e sem a menor intenção de me aproximar dele. rs Aí minhas amigas, maravilhosas cupidas, na melhoooor das intenções chegaram nele e disseram: 'sabe aquela menina *apontando pra mim*, ela gosta de vc, vai falar com ela'. E meu desespero crescendo a cada passo dele em minha direção.

Eu tava sentada no chão, perto de um latão vazio de lixo da escola. Menina, no desespero eu enfiei a cabeça na lixeira e fiquei lá. 3 minutos depois, achando que o menino tinha vazado, eu tiro, e ele parado, um olhar misto de descrédito e de piedade.

Ele: Vc que gosta de mim?
Eu: (nem pra disfarçar, desde aquela idade eu num sei esconder as coisas - exceto a cara no lixo ¬¬) Errrr... Ééé... Assiiiim... Sim, sou eu.
Ele: Quantos anos vc tem?
Eu: 11.
Ele: Aahh... *me olhando de cima a baixo* Quando vc tiver uns 13, 14 anos a gente conversa.

Virou as costas e foi embora. Meu Deus... Eu quis morrer naquela hora. Sumir. Evaporar. Teletransportar pra África! rs

Depois desse dia eu nunca mais falei com ele. Passava longe. Parei de observar. E fiquei de coração partido pelo primeiro grande (e vergonhoso) fora da minha vida! rs =]

Chega... Me empolguei! =p

Um beeeijo, e continue escrevendo esses textos maravilhosos - como vc! ^^

Alexandre Lemke disse...

Gostei muito desse texto. Linkei ele no meu blog, espero que não tenha problema.

B. disse...

Olá Mikaa!
Engraçado como são as coisas. Eu, de Goiânia, antes mesmo de pensar em morar em Floripa(o que faço a 5 anos) já te conhecia pelo fotolog. Mas quando, em vários momentos, esbarrava com vc na faculdade eu logo pensava: "olha, a mikka do fotolog". Mas nunca tive motivos pra falar com vc, ate pq fizemos cursos diferentes e amigos diferentes. E SEMPRE, o q é mais engraçado, eu fico andando pela net e encontro o q? Logo mais um blog seu... Enfim, so queria dizer que é engraçado conhecer uma pessoa por blogs, vê-la pessoalmente e n conhecê-la de verdade. Sempre gostei dos teus textos. Realmente, vc é uma publicitária que escreve MUITO bem. Parabéns. Tenho certeza de que vc é uma pessoa muito legal e especial para aqueles que tem sua cia e sua amizade.
Ficas bem e com Deus.
Bjos.

ps. E sobre seu texto "Perdas e ganhos", magnífico.

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