
Depois de uma noite com muito abraços, comida e família cantando, o dia 25 torna-se mesmo aquele dia da ressaca. O que é um bom sinal, quer dizer que a noitada foi boa. Apesar de o Natal aqui ser uma comemoração totalmente familiar, eu ainda me surpreendo com o quanto tios, tias e primos podem fazer uma noite feliz.
Mas é claro que antes da festa em si ocorreram vários perrengues. Começando na vinda pra cá.
Natal é tempo de boa vontade
Haja boa vontade pra, em todo santo ano, fazer uma viagem de 12 horas num carro sem ar-condicionado no pré-verão. Mas, repleta do espírito natalino, lá veio a família Gouvêa à bordo de seu carrinho pela estrada.
Você gosta de Florianópolis? Tem o sonho de passar a Lua-de-mel em suas praias paradisíacas? Está programando passar o ano novo de 2010 na Beira-mar Florianopolitana?
Faça como eu! Largue todo esse sonho e siga o contra-fluxo para São Paulo!
Depois de um dia inteiro no carro, a noção tempo-espaço fica meio distorcida, realmente. Mas tudo voltou à tona quando, num posto na beira da estrada, o carro resolveu parar de funcionar. Assim, simplesmente parou. Trinta e cinco graus lá fora e o carro mudo, parado.
E do que a gente precisa nessa hora? De um milagre Natalino!
Natal é tempo de milagres Natalinos
Pois se fosse em qualquer outra comemoração, estaríamos naquele posto até agora. Sorte é que Papai Noel existe e saiu do carro ao lado para nos ajudar. Largou sua mulher e filhos pra ver o que acontecia no carro vizinho e dar aquela mão. Mexe aqui, mexe ali, e o bendito pegou. Fico me perguntando se, em outra época, essa boa vontade existiria.
Fato é que por causa desse cara benevolente, seguimos viagem e chegamos até aqui.
Natal é tempo de recomeçar
Assim, a cada ano, recomeçamos as arrumações. Foi uma correria, como sempre. Pra você ter idéia, arrumei a Árvore no dia 24 à tarde! Enquanto eu estava lá, enrolada com o pisca-pisca, um grito de desespero invade a casa:
- Geeeente, cadê o menino Jesus?
Pergunta um tanto quanto prolixa. Ora, segundo o calendário Cristão, Jesus ainda nem havia nascido. Por outro lado, é de conhecimento de todos sobre sua onipresença. Acontece que o pessoal estava arrumando o presépio (em cima da hora, como sempre) e a imagem dele (justo de quem!) havia sumido. Pelas barbas do Noel.
O que vocês não sabem é que isso acontece todo ano. Jesus sempre brinca de esconde-esconde com a gente na véspera, e lá pelas tantas alguém o encontra. Sempre dá tempo e a bendita alma grita, para o alívio de todos:
- Encontrei Jesus!
Ao final da festa, guardamos a imagem em algum lugar bem específico, pra ter certeza de reencontrar no ano que vem. Pena que o lugar é tão específico, que a história se repete.
"Então é Natal"
Simone estava certa, é Natal. E apesar de ouvir o CD dela durante toda a noite, juro que aquelas palavras fizeram o maior sentido.
Eu sei que a imagem natalina está um tanto quanto distorcida. E eu não iria escrever um texto sobre o Natal consumista porque isso todo mundo escreve. Mas olha, por mais que a coisa esteja realmente preta, não há um comercial de TV, uma caixa de presente ou qualquer coisa consumista que supere o carinho que reinou absoluto por aqui ontem à noite.
Família, sabe? Todo mundo se abraçando, cantando, rindo, comendo! Tenta botar isso aí numa caixinha! Tenta decorar de vermelho, pintar de dourado, vender em 10 prestações. Não dá. Carinho não se vende, amor não se vende.
O que é um alívio. Mas também é uma prova. Prova de que alguma coisa ainda resiste às vendas a prazo. Alguma coisinha ainda mora aí dentro, ainda anda por aí fazendo todo mundo acreditar, se abraçar e sentir o coração batendo mais forte.
Um Natal maravilhoso pra quem sabe o que é essa tal coisinha. E que assim como eu, ainda vive por ela.
Mas é claro que antes da festa em si ocorreram vários perrengues. Começando na vinda pra cá.
Natal é tempo de boa vontade
Haja boa vontade pra, em todo santo ano, fazer uma viagem de 12 horas num carro sem ar-condicionado no pré-verão. Mas, repleta do espírito natalino, lá veio a família Gouvêa à bordo de seu carrinho pela estrada.
Você gosta de Florianópolis? Tem o sonho de passar a Lua-de-mel em suas praias paradisíacas? Está programando passar o ano novo de 2010 na Beira-mar Florianopolitana?
Faça como eu! Largue todo esse sonho e siga o contra-fluxo para São Paulo!
Depois de um dia inteiro no carro, a noção tempo-espaço fica meio distorcida, realmente. Mas tudo voltou à tona quando, num posto na beira da estrada, o carro resolveu parar de funcionar. Assim, simplesmente parou. Trinta e cinco graus lá fora e o carro mudo, parado.
E do que a gente precisa nessa hora? De um milagre Natalino!
Natal é tempo de milagres Natalinos
Pois se fosse em qualquer outra comemoração, estaríamos naquele posto até agora. Sorte é que Papai Noel existe e saiu do carro ao lado para nos ajudar. Largou sua mulher e filhos pra ver o que acontecia no carro vizinho e dar aquela mão. Mexe aqui, mexe ali, e o bendito pegou. Fico me perguntando se, em outra época, essa boa vontade existiria.
Fato é que por causa desse cara benevolente, seguimos viagem e chegamos até aqui.
Natal é tempo de recomeçar
Assim, a cada ano, recomeçamos as arrumações. Foi uma correria, como sempre. Pra você ter idéia, arrumei a Árvore no dia 24 à tarde! Enquanto eu estava lá, enrolada com o pisca-pisca, um grito de desespero invade a casa:
- Geeeente, cadê o menino Jesus?
Pergunta um tanto quanto prolixa. Ora, segundo o calendário Cristão, Jesus ainda nem havia nascido. Por outro lado, é de conhecimento de todos sobre sua onipresença. Acontece que o pessoal estava arrumando o presépio (em cima da hora, como sempre) e a imagem dele (justo de quem!) havia sumido. Pelas barbas do Noel.
O que vocês não sabem é que isso acontece todo ano. Jesus sempre brinca de esconde-esconde com a gente na véspera, e lá pelas tantas alguém o encontra. Sempre dá tempo e a bendita alma grita, para o alívio de todos:
- Encontrei Jesus!
Ao final da festa, guardamos a imagem em algum lugar bem específico, pra ter certeza de reencontrar no ano que vem. Pena que o lugar é tão específico, que a história se repete.
"Então é Natal"
Simone estava certa, é Natal. E apesar de ouvir o CD dela durante toda a noite, juro que aquelas palavras fizeram o maior sentido.
Eu sei que a imagem natalina está um tanto quanto distorcida. E eu não iria escrever um texto sobre o Natal consumista porque isso todo mundo escreve. Mas olha, por mais que a coisa esteja realmente preta, não há um comercial de TV, uma caixa de presente ou qualquer coisa consumista que supere o carinho que reinou absoluto por aqui ontem à noite.
Família, sabe? Todo mundo se abraçando, cantando, rindo, comendo! Tenta botar isso aí numa caixinha! Tenta decorar de vermelho, pintar de dourado, vender em 10 prestações. Não dá. Carinho não se vende, amor não se vende.
O que é um alívio. Mas também é uma prova. Prova de que alguma coisa ainda resiste às vendas a prazo. Alguma coisinha ainda mora aí dentro, ainda anda por aí fazendo todo mundo acreditar, se abraçar e sentir o coração batendo mais forte.
Um Natal maravilhoso pra quem sabe o que é essa tal coisinha. E que assim como eu, ainda vive por ela.


















