Eu com certeza fui cobaia de Deus.
Sim, porque quando Ele me criou só poderia estar de brincadeira Botou um monte de coisas contraditórias juntas, deu a elas um destino mais contraditório ainda, pegou uma pipoquinha, um guaraná, sentou no sofá e preparou-se para mais uma sessão.
E lá está Ele, rindo, chorando, torcendo.
Pois pra mim Ele não passa um grande espectador de telenovelas. Nós, é claro, somos os protagonistas. E é pior do que novela mexicana, pelo menos a minha. O mais legal é que se o percurso não agradar ao nosso santíssimo "telespectador", Ele pode meter o bedelho e mudar alguma coisinha - novela interativa então!
"Resumo da semana", será que ele tem? Paciência eu sei que tem, e muita. Vilão, toda novela tem. A minha não tem nenhum definido, e isso que é pior, não sei nem conheço meu inimigo.
Fim, as novelas também têm. Trilha sonora também. Só não têm intervalo, e é aí que mora o problema.
Ninguém pode parar pra trocar de roupa, tirar o figurino, ninguém ganha cachê nem vai comer pizza no programa do Faustão. É uma correria, uma esteira elétrica sem lugar pra segurar. Ou você corre e acompanha ou cai e se rala todo (sim, já aconteceu comigo. Na vida e na esteira).
Pelo menos a tal novela permite aprendizado. E muitas vezes pode ser vista como uma comédia das boas. Eu não sei quem é o roteirista (de repente é Ele mesmo, de quem falávamos antes), mas mesmo tendo momentos em que minha vontade é saber aonde raios ele estava com a cabeça, tem momentos como esse em que eu tenho certeza que a cabeça dele estava no lugar certo. Ou seja, Deus é o melhor redator/roteirista/diretor de todos os tempos!
Então, enquanto eu não o encontro pessoalmente pra pedir um autógrafo (e -sem ofensas - que o tal momento demore), mando cartinhas todas as noites e participo do fã clube. E, claro, corro atrás do meu final feliz.
Sim, porque quando Ele me criou só poderia estar de brincadeira Botou um monte de coisas contraditórias juntas, deu a elas um destino mais contraditório ainda, pegou uma pipoquinha, um guaraná, sentou no sofá e preparou-se para mais uma sessão.
E lá está Ele, rindo, chorando, torcendo.
Pois pra mim Ele não passa um grande espectador de telenovelas. Nós, é claro, somos os protagonistas. E é pior do que novela mexicana, pelo menos a minha. O mais legal é que se o percurso não agradar ao nosso santíssimo "telespectador", Ele pode meter o bedelho e mudar alguma coisinha - novela interativa então!
"Resumo da semana", será que ele tem? Paciência eu sei que tem, e muita. Vilão, toda novela tem. A minha não tem nenhum definido, e isso que é pior, não sei nem conheço meu inimigo.
Fim, as novelas também têm. Trilha sonora também. Só não têm intervalo, e é aí que mora o problema.
Ninguém pode parar pra trocar de roupa, tirar o figurino, ninguém ganha cachê nem vai comer pizza no programa do Faustão. É uma correria, uma esteira elétrica sem lugar pra segurar. Ou você corre e acompanha ou cai e se rala todo (sim, já aconteceu comigo. Na vida e na esteira).
Pelo menos a tal novela permite aprendizado. E muitas vezes pode ser vista como uma comédia das boas. Eu não sei quem é o roteirista (de repente é Ele mesmo, de quem falávamos antes), mas mesmo tendo momentos em que minha vontade é saber aonde raios ele estava com a cabeça, tem momentos como esse em que eu tenho certeza que a cabeça dele estava no lugar certo. Ou seja, Deus é o melhor redator/roteirista/diretor de todos os tempos!
Então, enquanto eu não o encontro pessoalmente pra pedir um autógrafo (e -sem ofensas - que o tal momento demore), mando cartinhas todas as noites e participo do fã clube. E, claro, corro atrás do meu final feliz.
- Texto de abril/ 2005